Esta administração, através da Diretiva Política Presidencial sobre o Desenvolvimento Mundial, traçou uma nova abordagem que incide nos resultados do desenvolvimento sustentável e num novo modelo operacional para a ajuda americana ao desenvolvimento e aproveita o nosso trabalho até à data. A África é o alvo de três iniciativas presidenciais importantes na área do desenvolvimento: a Iniciativa de Saúde Global, Alimentar o Futuro e a Iniciativa Alterações Climáticas Globais. Além disso, dois dos quatro países da Parceria para o Crescimento situam-se em África (Gana e Tanzânia). Em cada uma destas medidas, realçámos a importância da reforma e da transparência para o desenvolvimento e demos prioridade à boa gestão económica e de projetos para promover a sustentabilidade. Estamos a investir num número crescente de países com um bom desempenho e a ver a confirmação em resultados claros e em maior capacidade e engajamento dos nossos parceiros. Realizaremos as seguintes ações enquanto procuramos acelerar o progresso do desenvolvimento:
· Resolver os constrangimentos ao crescimento e promover a redução da pobreza. Dinamizaremos o nosso envolvimento através de instituições de financiamento multilateral intercedendo a favor de mais financiamento para os países mais pobres e dedicar-nos-emos a resolver os constrangimentos ao crescimento. Incentivaremos os governos a utilizarem as receitas, em particular de origem energética, para beneficiarem mais as suas populações e continuaremos a apoiar a expansão e a melhoria dos serviços de educação da África Subsariana.
· Promover a segurança alimentar. A segurança alimentar continuará a ser uma prioridade, de acordo com os compromissos assumidos pelos Estados Unidos na Cimeira de L’Aquila, através da Iniciativa Alimentar o Futuro e da Nova Aliança para a Segurança Alimentar e a Nutricional lançada na Cimeira do G-8 de 2012. Iremos explorar os progressos realizados até agora, ao mesmo tempo que intensificaremos os nossos esforços para promover reformas políticas, levar cada vez mais capital privado para a agricultura africana, aumentar a inovação e reduzir o risco.
· Transformar a saúde pública em África. Trabalharemos através da Iniciativa de Saúde Global e dos nossos programas para doenças específicas, incluindo o Plano de Emergência do Presidente de Ajuda à SIDA e da Iniciativa do Presidente para a Malária, a fim de enfrentarmos outras doenças e a subnutrição enquanto reforçamos os sistemas de saúde para um impacto sustentável. Continuaremos a potenciar a liderança demonstrada por um número crescente de países africanos na área da saúde mundial a fim de sustentarmos os nossos esforços de promoção da boa governação, do desenvolvimento e do crescimento económico, enquanto continuamos as metas alargadas de prevenção da SIDA anunciadas no Dia Mundial da SIDA em 2011 e através do Apelo à Ação para a Sobrevivência Infantil de junho de 2012.
· Aumentar oportunidades para mulheres e jovens. Continuaremos a usar a nossa diplomacia e os nossos programas de ajuda para capacitar as mulheres através do Programa Mulheres Empresárias Africanas, implementando o Plano de Ação Nacional dos EUA sobre Mulheres, Paz e Segurança e incidindo na saúde materna e infantil como peça central da Iniciativa de Saúde Global. Isto inclui aumentar os esforços para proteger as mulheres num contexto de conflito e emergência humanitária. Também continuaremos em contacto com a próxima geração de líderes africanos fazendo avançar a Iniciativa Presidencial de Jovens Líderes Africanos de modo a disponibilizarmos mecanismos de apoio ao desenvolvimento da liderança, promoção do empreendedorismo e ligarmos os jovens líderes uns com os outros e com os Estados Unidos.
· Responder a crises humanitárias promovendo a resistência ao mesmo tempo. Enquanto continuamos a liderar o mundo em resposta a crises humanitárias em África, promoveremos e adaptaremos políticas e programas de resistência. Nesse contexto, trabalharemos para evitar o enfraquecimento e o colapso de economias locais, proteger o gado, promover o acesso sustentável a água limpa e investir em programas que reduzem a vulnerabilidade da comunidade a catástrofes causadas pelo homem.
· Promover o crescimento de emissões baixas e o desenvolvimento sustentável e criar resistência às alterações climáticas. Continuaremos a promover a resistência e a adaptação aos impactos das alterações climáticas a nível dos alimentos, da água e da saúde em países africanos vulneráveis, apoiando a adoção de estratégias de desenvolvimento de emissões baixas e a mobilizar financiamento para apoiar o desenvolvimento e a distribuição de energia limpa. Também trabalharemos no sentido de proteger e incentivar o uso sustentável dos recursos naturais de África.