DCSIMG
Skip Global Navigation to Main Content
Textos & Transcrições

Hillary Clinton comenta divulgação dos Relatórios sobre Direitos Humanos 2011

24 de maio de 2012

DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA
Escritório do Porta-Voz
24 de maio de 2012

PRONUNCIAMENTO

Secretária de Estado, Hillary Rodham Clinton
Na divulgação dos Relatórios sobre Direitos Humanos 2011

24 de maio de 2012
Departamento de Estado

SECRETÁRIA HILLARY CLINTON: Bom dia. Bom dia a todos. É um prazer contar com a companhia do secretário adjunto Posner aqui hoje para divulgar nossos Relatórios sobre Práticas de Direitos Humanos por País 2011. Esses relatórios, que o governo dos Estados Unidos publica há quase quatro décadas, deixam claro aos governos do mundo todo: estamos atentos e exigindo prestação de contas. E deixam claro aos cidadãos e ativistas de toda parte do mundo: vocês não estão sozinhos. Estamos com vocês.

Mike e sua equipe, assim como o pessoal de nossas embaixadas e nossos consulados no mundo todo, trabalharam incansavelmente para produzir esses relatórios. E quero agradecer a contribuição de cada pessoa envolvida.

Como vocês sabem, este ano tem sido especialmente tumultuado e instigante para todos aqueles que defendem a causa dos direitos humanos. Muitos dos eventos que dominaram as manchetes recentemente, das revoluções no Oriente Médio às reformas na Birmânia, tiveram início com direitos humanos, com o claro clamor de homens e mulheres exigindo seus direitos universais.

Hoje, no Egito, estamos vendo em tempo real que aquelas exigências estão fazendo a diferença, já que os egípcios irão às urnas para decidir pela primeira vez na História quem serão seus líderes. Seja qual for o resultado da eleição, o povo egípcio continuará lutando para alcançar suas aspirações. E, enquanto lutam, continuaremos a apoiá-los.

Apoiaremos os povos que buscam o mesmo em todos os lugares. Homens e mulheres que querem se manifestar, professar sua fé, associar-se e amar da maneira que escolherem – nós defenderemos os seus direitos; não apenas no dia em que divulgamos esses relatórios, mas todos os dias.

Como secretária, trabalhei com minha excepcional equipe para o avanço dos direitos humanos no cenário do século 21, enfocando novas fronteiras enquanto lutamos contra antigos abusos. Nos lugares em que as mulheres foram e continuam sendo marginalizadas, estamos ajudando-as a se tornarem parceiras plenas no governo e na economia. Onde as pessoas LGBT são maltratadas e discriminadas, estamos trabalhando para integrá-las plenamente na sociedade. Estamos expandindo o acesso à tecnologia e defendendo a liberdade na internet, porque as pessoas merecem os mesmos direitos on-line e off-line. E sabemos que no século 21 os direitos humanos não são unicamente uma questão de liberdades civis e políticas, trata-se da questão fundamental de se as pessoas no mundo todo têm a oportunidade de aproveitar ao máximo o potencial que lhes foi dado por Deus.

Assim, estamos apoiando esforços no mundo inteiro para dar voz às pessoas na sociedade em que vivem, participação na economia e para apoiá-las quando determinam por si mesmas o futuro da própria vida e as contribuições que podem fazer para o futuro do seu país. Pensamos que é dessa maneira que, juntos, podemos fazer dos direitos humanos uma realidade humana.

Contudo, como documentam esses relatórios, ainda há muito trabalho a fazer. Em muitos lugares, os governos continuam a abafar as aspirações de seu próprio povo. E, em alguns lugares, como na Síria, não se trata apenas de um ataque à liberdade de expressão ou à liberdade de associação, mas de um ataque à própria vida dos cidadãos. A brutalidade do regime de Assad contra seu próprio povo deve ter e terá um fim, porque os sírios sabem que merecem um futuro melhor.

Esses relatórios são mais que um boletim de desempenho; são uma ferramenta para legisladores e acadêmicos, para líderes da sociedade civil e ativistas. Em nossa opinião, são também uma ferramenta para os líderes de governo. Sempre me espantou o fato de tantos líderes de governo não quererem tirar o máximo do potencial humano de seu próprio povo.

Portanto, não espero que esses relatórios sejam lidos em todos os lugares, mas tenho uma esperança lá no fundo do coração de que talvez um líder os pegue e se pergunte: como nos comparamos aos outros países, e o que podemos fazer hoje, amanhã e no próximo ano para maximizar o potencial de mais cidadãos?

Este ano os relatórios foram feitos de forma a facilitar a leitura on-line, o acompanhamento de tendências em determinada região, a avaliação do progresso de um grupo em particular e a identificação de quais governos estão ou não cumprindo seus compromissos.

A cada ano que publicamos esses relatórios, aproveitamos para refletir sobre nós mesmos. Perguntamos: o que mais podemos fazer? Em que aspectos tivemos êxito ou estamos tendo êxito? Em que aspectos estamos deixando a desejar? E sabemos que temos de reafirmar o compromisso com o trabalho de fazer avançar os direitos universais, firmar parcerias que nos façam avançar, ajudar cada homem, mulher e criança a desenvolver o potencial que lhe foi dado por Deus. E sabemos que temos de ser capazes de protestar e de nos manifestar em nome daqueles que não podem usar a própria voz.

Mas isso faz parte da nossa essência. Isso é fundamental às nossas crenças. E é esse o trabalho que terá continuidade governo após governo, secretário após secretário, em razão da sua centralidade para a nossa política externa e a nossa segurança nacional.

Agora quero passar a palavra ao secretário adjunto para Democracia, Direitos Humanos e Trabalho, Mike Posner, que dará mais detalhes sobre algumas conclusões específicas nos relatórios deste ano. Muito obrigada a todos.