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Textos & Transcrições

Informativo do Departamento de Estado: conectando as Américas 2022

17 de abril de 2012

DEPARTAMENTO DE ESTADO DOS EUA
Escritório do Porta-Voz
13 de abril de 2012

INFORMATIVO

Conectando as Américas 2022

Na sexta Cúpula das Américas em Cartagena, na Colômbia, os Estados Unidos uniram-se à Colômbia e a outros líderes do Continente Americano no compromisso de conseguir acesso universal à eletricidade durante a próxima década por meio do aumento da interconexão elétrica. Essa iniciativa, desenvolvida pela Colômbia e chamada “Conectando as Américas 2022”, aumentará o acesso à eletricidade confiável, limpa e a preço acessível para os 31 milhões de cidadãos da região que necessitam dela. A iniciativa Conectando as Américas 2022 apoia a Parceria sobre Energia e Clima das Américas (ECPA), lançada pelo presidente Obama na Cúpula das Américas de 2009, que promove a colaboração regional em desenvolvimento de baixo carbono, segurança energética e mudanças climáticas.

Interconexão elétrica nas Américas

O Continente Americano produz um quarto do petróleo mundial, quase um terço de seu gás natural e perto de 30% da eletricidade global, sendo também dotado de abundantes recursos de energia renovável. A região precisa de um aumento de 26% na capacidade de geração de energia para atender o crescimento anual projetado do PIB de até 6% durante a próxima década. A interconexão elétrica beneficia todos os países ao permitir que aqueles com excesso de energia exportem eletricidade para países com déficit energético. Sistemas de energia interconectados permitem maior integração de recursos de energia renovável, bem como intercâmbio de energia entre países com diferentes climas e necessidades sazonais. A interconexão amplia o tamanho dos mercados de energia, criando economias de escala que podem atrair investimento privado, diminuir os custos de capital e reduzir os custos de eletricidade para os consumidores – o que torna as empresas mais competitivas e ajuda a criar empregos. Quando combinada com estratégias nacionais para desenvolvimento fora da rede, de minirredes ou de fogões com energia limpa, a interconexão elétrica levará serviços de energia modernos para centenas de milhões de pessoas que têm acesso limitado ou nenhum acesso, inclusive neste continente.

Conectando as Américas 2022: a década da interconexão elétrica

O continente fez avanços significativos para integrar setores de energia e promover o comércio de eletricidade transfronteiriço com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), do Banco Mundial, da Organização dos Estados Americanos (OEA), de doadores e empresas privadas. A iniciativa Conectando as Américas 2022 servirá como estrutura para as Américas reforçarem os esforços regionais e binacionais de levar eletricidade a todas as partes do continente. A Conectando as Américas 2022 é uma plataforma para o desenvolvimento e a prosperidade: isso significa educação para as crianças, cadeias frias para vacinas, energia confiável para clínicas e hospitais e custos mais baixos para as empresas. A Conectando as Américas 2022 criará um clima empresarial que acelera o desenvolvimento de energia renovável e atrai o investimento privado, tanto o de grande quanto o de pequeno porte. A Conectando as Américas 2022 abrirá mercados que levam o melhor em tecnologia energética para mercados que precisam de soluções eficientes e de baixo custo. Ao trabalhar com a ECPA e outros mecanismos, essa iniciativa aproveitará a especialização, a tecnologia e o capital de países, órgãos reguladores, empresas de serviços públicos, setor privado e organizações e instituições multilaterais.

Apoio do governo dos EUA à iniciativa Conectando as Américas 2022

Entre os programas novos e os existentes de assistência técnica e construção de capacidade por meio da ECPA e de outros mecanismos estão:

• Verbas do Departamento de Estado ao Instituto das Américas para apoiar diálogos sobre políticas entre ministros de Energia e órgãos reguladores da América Central e superar barreiras regulatórias com o objetivo de aumentar o comércio intrarregional de eletricidade. O Departamento de Estado aumentará a assistência técnica para apoiar o desenvolvimento do comércio regional de energia comercialmente sustentável entre América Central, México e Colômbia.

• Apoio do Departamento de Energia dos EUA a um estudo de viabilidade detalhado que avaliou o potencial para a interconexão elétrica entre Porto Rico e as Ilhas Virgens dos EUA e concluiu que a interconexão é técnica e economicamente possível.

• Verbas do Departamento de Estado à Organização dos Estados Americanos para determinar o potencial para a interconexão elétrica entre São Cristóvão e Névis e Porto Rico. Essas verbas também financiam o diálogo sobre políticas com os ministros de Energia caribenhos, a Comunidade Caribenha, os governos doadores e as instituições regionais para discutir o potencial para a conexão elétrica via cabos submarinos e desenvolvimento de energia renovável.

• Apoio do Departamento de Estado a projetos de demonstração da tecnologia de Rede Inteligente na América Latina.

• Intensificação do trabalho da Força-Tarefa EUA-México de Eletricidade Transfronteiriça para promover mercados de energia renovável entre os dois países.

• Fortalecimento do comércio transfronteiriço de eletricidade por meio do Mecanismo Consultivo EUA-Canadá sobre Energia.

• Facilitação da cooperação em tecnologia de Rede Inteligente entre o Departamento de Energia e a Colômbia por meio do Grupo de Trabalho em Energia do Diálogo EUA-Colômbia sobre Parceria de Alto Nível.

• Nova assistência técnica financiada pelo Departamento de Estado aos governos e empresas de serviços públicos da Dominica e de São Cristóvão e Névis para desenvolver seus setores geotérmicos e implementar os arcabouços comercial, regulatório e legal necessários para apoiar as conexões energéticas submarinas entre ilhas.

• Nova Série de Rede Inteligente da Agência de Comércio e Desenvolvimento dos EUA que receberá representantes mexicanos e colombianos de órgãos reguladores e empresas de energia em 2012 para familiarizá-los com o ambiente regulatório, as tecnologias e os equipamentos da Rede Inteligente dos EUA, com base em um programa chileno bem-sucedido em 2011.

• Criação de oportunidades comerciais e ampliação do acesso ao mercado para investidores e fornecedores americanos de sistemas de energia e de comunicação e tecnologia de energia limpa por meio de missões comerciais e habilidades para administrar a economia.