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Textos & Transcrições

Informativo da Casa Branca sobre intercâmbios educacionais nas Américas

09 de abril de 2012

CASA BRANCA
Escritório do Secretário de Imprensa

PARA DIVULGAÇÃO IMEDIATA
9 de abril de 2012

Informativo: intercâmbios educacionais para o século 21: 100 Mil Unidos pelas Américas e Ciência sem Fronteiras

As iniciativas “100 Mil Unidos pelas Américas”, do presidente Barack Obama, e “Ciência sem Fronteiras”, da presidente Dilma Rousseff, criam oportunidades de novas parcerias substanciais entre o Brasil e os Estados Unidos para expandir os estudos e as pesquisas internacionais. Esses intercâmbios fortalecem as parcerias entre instituições americanas e brasileiras, desenvolvem uma força de trabalho preparada para as oportunidades do século 21 e contribuem para o crescimento econômico de longo prazo nos dois países.

100 Mil Unidos pelas Américas

A meta do presidente Obama com a iniciativa 100 Mil Unidos pelas Américas é aumentar os intercâmbios em educação superior entre Estados Unidos, América Latina e Caribe para 100 mil por ano em cada direção. Para atingir a meta do presidente, o governo dos EUA está trabalhando para ampliar os vínculos educacionais na região por meio de parcerias com governos, universidades, faculdades, associações de ensino superior e o setor privado.

Metas do programa: a iniciativa 100 Mil Unidos pelas Américas fomentará a prosperidade em toda a região por meio de maior intercâmbio internacional dos estudantes que são nossos futuros líderes e inovadores. Maior entendimento no Continente Americano e relações pessoais mais próximas nos ajudarão a trabalhar juntos para enfrentar desafios comuns, entre os quais a segurança dos cidadãos, oportunidades econômicas, inclusão social e sustentabilidade ambiental.

Parcerias universitárias: parcerias novas e existentes entre faculdades comunitárias, universidades e faculdades públicas e privadas, estados e outros consórcios servem de base para a expansão dos intercâmbios acadêmicos e de pesquisa. A EducationUSA, rede de mais de cem centros de orientação financiada pelo governo dos EUA em todo o continente, conecta instituições americanas de ensino superior com estudantes e universidades em toda a região. O Serviço Comercial do Departamento de Comércio dos EUA está fazendo parceria com a EducationUSA para organizar uma Missão de Educação ao Brasil. A missão visitará Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro entre 30 de agosto e 6 de setembro de 2012. O propósito da missão é conectar aproximadamente 60 instituições de ensino dos EUA devidamente credenciadas com possíveis estudantes e universidades/instituições parceiras no Brasil.

Parceria bilateral entre governos: os Estados Unidos cooperam com governos parceiros da América Latina e do Caribe que oferecem bolsas de estudo no exterior a alunos qualificados oferecendo orientação educacional e estratégias de colocação para esses estudantes em instituições americanas de ensino superior. Os Estados Unidos também trabalham com parceiros para garantir acesso em tempo hábil a informações sobre vistos e oportunidades educacionais em centros de orientação da EducationUSA, nas Embaixadas e nos Consulados dos EUA.

Parcerias público-privadas: as contribuições do setor privado para expandir os estudos internacionais podem ser canalizadas para aumentar o alcance dos programas existentes e para financiar novas iniciativas que se alinhem com as prioridades dos doadores. O governo dos EUA, em parceria com governos da região, oferece vários programas de intercâmbio – entre eles, Fulbright, Gilman, Global Undergraduate Exchange, nos quais o setor privado pode contribuir diretamente para o parceiro implementador com a finalidade de aumentar o número de intercambistas ou apoiar atividades de aperfeiçoamento que tornam esses programas uma experiência única.

Diversidade: a diversidade do sistema de ensino superior dos EUA oferece oportunidades educacionais para todos os tipos de estudo e é uma das forças fundamentais por trás da iniciativa 100 Mil Unidos pelas Américas. Buscamos também diversificar a gama de estudantes que participa dos intercâmbios internacionais dos e para os Estados Unidos. Faculdades e universidades historicamente negras, instituições que atendem aos hispânicos, faculdades tribais para americanos nativos, outras instituições dedicadas às minorias e faculdades comunitárias nos Estados Unidos oferecem oportunidades que podem atender às necessidades e aos interesses dos estudantes internacionais. Trabalhamos também com governos, universidades e o setor privado da América Latina e do Caribe para oferecer oportunidades de estudo internacional a estudantes desfavorecidos de toda a região.

Ciência sem Fronteiras

A iniciativa Ciência sem Fronteiras, da presidente Dilma Rousseff, pode ser uma contribuição importante para que a meta dos Estados Unidos dos 100 Mil Unidos seja atingida. A iniciativa tem como objetivo financiar 101 mil universitários e acadêmicos das áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Stem na sigla em inglês) para estudar e realizar pesquisas no exterior durante os próximos quatro anos. O governo brasileiro vai financiar 75 mil estudantes brasileiros; o setor privado financiará as outras 26 mil bolsas de estudo. Espera-se que pelo menos metade dos estudantes brasileiros desse programa vá estudar nos Estados Unidos. Os Estados Unidos receberam e colocaram o primeiro grupo de estudantes brasileiros do programa Ciência sem Fronteiras em mais de 100 universidades americanas de 42 estados, e estamos ansiosos para receber outros milhares nos próximos anos.

Parcerias universitárias: as universidades brasileiras indicam candidatos para o programa e as agências brasileiras responsáveis pela implementação do programa – Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) – aprovam a participação dos estudantes. A Capes e o CNPq, por meio de parcerias com organizações educacionais e universidades, negociam a colocação, o custo e as taxas dos estudos para os estudantes e pesquisadores. As instituições anfitriãs participantes tomam a decisão final de aceitar um estudante no programa Ciência sem Fronteiras. O governo brasileiro fez parceria com o Instituto de Educação Internacional (IIE) para administrar o segmento de bolsas de estudo de graduação do Ciência sem Fronteiras nos Estados Unidos e com os Programas Acadêmicos e Profissionais para as Américas (Laspau) para colocar estudantes brasileiros em programas de doutorado nos Estados Unidos. As instituições americanas credenciadas interessadas em receber alunos de graduação e doutorado devem entrar em contato com o IIE e a Laspau.

Apoio aos estudantes: o governo dos EUA apoia alunos do programa Ciência sem Fronteiras orientando sobre as melhores estratégias de convívio na comunidade de ensino superior americana, incentivando a diversidade de colocação em todo o país, realizando atividades sociais para envolver as comunidades educacionais e científicas dos EUA e do Brasil, facilitando o agendamento de entrevistas para solicitação de visto e promovendo eventos de orientação. O governo dos EUA, em parceria com um consórcio de Centros Binacionais no Brasil, lançou o programa english3 (“inglês ao cubo”) em março de 2012. Esse programa de imersão em inglês realizado em todo país, desenvolvido e planejado especificamente para os candidatos do programa Ciência sem Fronteiras, vai preparar os estudantes com os conhecimentos essenciais para a vida acadêmica nos Estados Unidos. Os Estados Unidos também estão expandindo as oportunidades de desenvolvimento profissional para professores de inglês no Brasil.

Parcerias público-privadas: a iniciativa Ciência sem Fronteiras é financiada com recursos públicos e privados. Os Estados Unidos e a Comissão Fulbright Brasil dão seu apoio administrando verbas do governo brasileiro, de organizações sem fins lucrativos e filantrópicas e de parceiros do setor privado. Parceiros do setor privado e fundações dos EUA apoiam financeiramente o programa direcionando recursos para seu componente acadêmico ou abrindo oportunidades de estágio (capacitação acadêmica), remuneradas e não remuneradas, para os acadêmicos do Ciência sem Fronteiras. As organizações do setor privado americano interessadas em apoiar o programa com financiamento de bolsas de estudo ou abertura de oportunidades de estágio devem entrar em contato com o IIE ou a Laspau.