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Textos & Transcrições

Informativo do Departamento de Estado: cooperação em saúde Brasil-EUA

09 de abril de 2012

Departamento de Estado dos EUA
Escritório do Porta-Voz
Para divulgação imediata
9 de abril de 2012

INFORMATIVO

Estados Unidos e Brasil: cooperação em saúde

O presidente Barack Obama e a presidente Dilma Rousseff estão unidos no desejo de fortalecer os sistemas públicos de saúde e de fazer avançar as pesquisas científicas e tecnológicas, tanto em seu próprio país quanto no mundo todo. Há várias décadas os Estados Unidos e o Brasil têm participado de um diálogo bilateral que oferece um fórum formal para a discussão dos nossos interesses mútuos em pesquisas médicas, vigilância de doenças e melhoria da saúde pública. O presidente Obama e a presidente Dilma avançaram ainda mais nossa cooperação bilateral em saúde com o Grupo de Trabalho sobre Saúde Pública Brasil-EUA, no âmbito da Comissão Mista Brasil-EUA de Cooperação Científica e Tecnológica.

Os governos americano e brasileiro têm uma relação forte e frutífera sobre cooperação em saúde, incluindo importantes colaborações como, por exemplo:

• Programa de Capacitação em Epidemiologia Aplicada (EPI-SUS): o EPI-SUS capacita epidemiologistas de campo brasileiros a melhorar a detecção de doenças e a capacidade de resposta, bem como a troca de informações em âmbito global. Além disso os epidemiologistas do EPI-SUS participam juntamente com os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA das atividades do Programa de Combate à Transmissão da Pólio (Stop) em Angola.

• HIV/Aids Global: os CDC têm um escritório no Brasil desde 2003 localizado no Ministério da Saúde (MS) do Brasil. Por meio da colaboração com o MS e outros parceiros no país, as atividades dos CDC se concentram no monitoramento e na avaliação do programa de HIV/Aids incluído no programa nacional.

• Doenças crônicas: os Estados Unidos e o Brasil estão trabalhando juntos para reforçar a vigilância e a avaliação de doenças crônicas. Essa colaboração resultou na criação de um sistema de vigilância de fator de risco e na expansão de programas nacionais de atividade física.

• Imunizações: nos últimos quatro anos, os Estados Unidos e o Brasil, em conjunto com a Organização Pan-Americana de Saúde, apoiaram vários programas de imunização como o de Eliminação da Rubéola nas Américas.

• Influenza: os CDC apoiam maior capacitação para a vigilância da influenza, melhoria dos sistemas de amostragem e testes laboratoriais, aumento da capacidade de resposta rápida e mais treinamentos por meio de um acordo de cooperação com o Ministério da Saúde do Brasil. Em colaboração com os CDC, o Brasil desenvolveu a quarta versão de seu plano de preparação para uma pandemia de influenza em 2010, que tem como base as lições aprendidas na pandemia de H1N1 de 2009.

• Pesquisas: desde 2010, as instituições brasileiras de pesquisa recebem mais recursos para apoio às pesquisas internacionais dos Institutos Nacionais de Saúde (NIH) do que qualquer outro país da América Latina – um indicador da alta qualidade das pesquisas no país. Os CDC e os NIH também são parceiros do Brasil na iniciativa “Ciência sem Fronteiras”.

• Câncer: o Brasil é um dos cinco países-membros (com Argentina, Chile, México e Uruguai) da Rede EUA-América Latina para Pesquisa do Câncer, um esforço para envolver laboratórios acadêmicos, institutos e centros de pesquisa com sistemas hospitalares regionais no desenvolvimento da infraestrutura para a realização e o financiamento de pesquisas de alta qualidade sobre câncer em toda a América Latina.

• Avanços na saúde da mulher: nos termos do nosso Memorando de Entendimento Brasil-EUA para o Avanço da Condição da Mulher, estamos também focados na saúde das mulheres. Os exemplos incluem uma nova parceria com a organização What to Expect Foundation para melhorar questões de saúde e alfabetização das mães. O Instituto de Capacitação e Desenvolvimento e a Faculdade Smith vão fazer parceria com uma rede brasileira de 53 organizações não governamentais (ONGs) em 16 estados brasileiros para enviar 20 mulheres para estágios de seis semanas em ONGs americanas dedicadas à saúde das mulheres. Nossos governos estão também nos estágios iniciais da avaliação de oportunidades de engajamento bilateral para promover a saúde das mulheres nas prisões.

• Disparidades raciais e étnicas no acesso e no atendimento à saúde: outra atividade de alta prioridade é a troca de informações e o intercâmbio de especialistas no âmbito do Plano de Ação Conjunto para a Eliminação da Discriminação Étnico-Racial, que compartilha as melhores práticas entre os CDC, o Departamento de Saúde e Serviço Social dos EUA (HHS), o Ministério da Saúde do Brasil e especialistas da sociedade civil em disparidades raciais no acesso à saúde, coleta de dados, doenças hereditárias e distúrbios do sangue.

• Atividade de regulamentação da saúde pública: a Agência de Controle de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) e a Anvisa (agência correspondente à FDA vinculada ao Ministério da Saúde do Brasil) têm tido uma relação longa e produtiva com troca de informações sobre alimentos processados, medicamentos e equipamentos médicos e também com inspeções de empresas realizadas pela Anvisa nos EUA e pela FDA no Brasil. Esse relacionamento foi reforçado com a assinatura pelas duas agências de um documento de compromisso de confidencialidade. Nesse momento, a FDA e a Anvisa estão envolvidas em avaliações pré-decisão e pós-comercialização de produtos regulamentados e eventos de capacitação. Com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) do Brasil, que cobre produtos crus, pescados e frutos do mar, a FDA tem um relacionamento estreito com atividade conjunta nas categorias de interesse de alimentos regulamentados, e a FDA tem realizado inspeções rigorosas no Brasil.