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Folhetos

Marcando 10 anos de realizações do Pepfar

27 de setembro de 2013
Capa do folheto mostra pesquisador com conta-gotas e frascos

Download do folheto à direita.

No final do século passado, a epidemia de HIV/Aids estava no auge, matando muitas pessoas em todos os cantos do mundo. A África Subsaariana foi atingida de forma particularmente dura, com inúmeras crianças órfãs e quase toda uma geração dizimada. Algo tinha de ser feito. Para combater a epidemia, o presidente dos Estados Unidos George W. Bush lançou o Plano de Emergência do Presidente para Combate à Aids (Pepfar), em 2003.

O ano de 2013 marca uma década de realizações notáveis ​​do Pepfar ajudando a proteger as pessoas contra esse vírus mortal. O programa atua em 80 países, salvando pelo menos um milhão de bebês de serem inadvertidamente infectados por suas mães HIV-positivas e agora fornecendo medicamentos antirretrovirais para mais de cinco milhões de pacientes que não poderiam pagar pelo tratamento.

A pesquisa financiada pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos (NIH) forneceu orientações essenciais para o tratamento do Pepfar e para programas de prevenção. Por exemplo, um estudo apoiado pelos NIH no Haiti demonstrou que os pacientes em situações de recursos limitados poderiam aderir adequadamente a regimes de drogas antirretrovirais complicados, e um estudo realizado em diversos países mostrou que se os pacientes começassem a tomar medicamentos antirretrovirais o mais cedo possível após o diagnóstico, eles seriam menos propensos a contaminar seus parceiros sexuais.

Muitos dos cientistas internacionais que foram fundamentais nesses estudos importantes foram treinados pelo Centro Internacional Fogarty dos NIH. Ao treinar médicos e cientistas que retornam aos seus países, o Centro Internacional Fogarty ajuda a reforçar a capacidade dos países de melhorar os cuidados de saúde em longo prazo.

Desenvolvendo a capacidade de assistência à saúde na África

Conforme o Pepfar começou a fazer a transição de um programa de atendimento de emergência para um modelo mais sustentável, sua liderança se concentrou em capacitar países a tomar posse de seus próprios programas de HIV/Aids. Para apoiar essa mudança, o Pepfar lançou a Iniciativa de Parceria em Educação Médica (Mepi) em 2010. Seu objetivo é aumentar a qualidade, quantidade e retenção de profissionais de saúde em 12 países subsaarianos. Os NIH contribuem com fundos e ajudam a administrar a Mepi por meio do Centro Internacional Fogarty.

O Pepfar e a Mepi estão transformando a assistência médica e a capacidade de pesquisa em muitos aspectos. Por meio da Mepi, os currículos escolares médicos estão sendo reforçados com componentes eletrônicos, tais como vídeos de demonstração de procedimentos que permitem o ensino à distância. As instituições estão atualizando a sua conectividade com a internet, aumentando o acesso a artigos de revistas atuais e formando bibliotecas virtuais de ferramentas de aprendizagem. Elas estão desenvolvendo programas para aumentar o conhecimento em áreas negligenciadas, tais como medicina de emergência, cirurgia, câncer e doenças cardíacas. Laboratórios de capacitação estão sendo montados para oferecer aos alunos a oportunidade de praticar cirurgias e outros procedimentos em manequins que imitam o corpo humano. As instituições estão aumentando gradativamente o recrutamento de docentes e aumentando drasticamente as inscrições. Finalmente, os recursos e as lições aprendidas estão sendo compartilhados entre os membros da rede Mepi.

Sustentando o progresso por meio da apropriação local

A retenção de pessoal é um grande desafio para muitas instituições africanas, com salários mais altos em outros lugares causando uma “fuga de cérebros”. Alguns fundos da Mepi apoiam projetos de pesquisa, não apenas para expandir o treinamento e acumular dados relevantes do país, mas, sobretudo, como um atrativo para os docentes permanecerem em suas instituições e ajudarem a manter a capacidade médica. Outro desafio é contratar pessoal para as clínicas rurais, onde a maioria da população da África vive. Para resolver esse problema, aqueles que recebem subvenções da Mepi estão mantendo instalações de treinamento rurais e recrutando estudantes das comunidades locais, mais propensos a permanecer no local após completar seus estudos em assistência médica.

Uma vez que as subvenções da Mepi são enviadas diretamente às instituições africanas, os líderes locais podem decidir a melhor forma de aplicar recursos para atender às necessidades específicas do seu país, o que aumenta o seu sentimento de apropriação. As instituições Mepi trabalham em estreita colaboração com os ministérios de seus governos para garantir que os objetivos estejam alinhados com as prioridades do país e fomentar o apoio governamental.

Graças ao Pepfar e à Mepi, o futuro parece muito mais promissor do que parecia há uma década, fazendo com que a perspectiva de uma geração sem Aids possa ser verdadeiramente possível.

O texto acima é uma adaptação do artigo de autoria do dr. Roger I. Glass em comemoração ao 10º aniversário do Pepfar.