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Folhetos

Pepfar: uma década salvando vidas

26 de setembro de 2013
Capa do folheto mostra enfermeira tirando sangue de menina

Download do folheto à direita.

Em 2003, o Congresso dos Estados Unidos aprovou legislação que criou um programa de saúde global histórico e transformador, hoje conhecido como Pepfar – o Plano de Emergência do Presidente para Combate à Aids.

Na época em que o Pepfar foi concebido, o mundo estava testemunhando a destruição de uma geração inteira de pessoas e a reversão de ganhos extraordinários na saúde e no desenvolvimento, em particular na África Subsaariana. As taxas de novas infecções por HIV estavam subindo rapidamente, e hospitais, comunidades e famílias em geral careciam de recursos e eram sobrecarregados ao lidar com a enormidade do problema. Em 2003, apesar da disponibilidade da terapia antirretroviral que salvava vidas na maioria dos países desenvolvidos, no sul da África e em outras regiões do mundo em desenvolvimento, um diagnóstico de HIV significava uma sentença de morte, uma vez que poucos tinham acesso a esses medicamentos.

Desde 2003, a situação mudou drasticamente. As taxas de expectativa de vida em queda livre em grande parte da África foram revertidas; pais e mães infectados com o HIV, mas saudáveis, que estão recebendo a terapia podem retornar ao trabalho, cuidar da família e impulsionar o desenvolvimento econômico. Médicos, enfermeiros e agentes comunitários de saúde, que antes tinham pouco a oferecer a seus pacientes além de uma morte mais digna, estão administrando medicamentos que salvam vidas a milhões de pessoas. A mortalidade relacionada com a Aids caiu em mais de 26% desde seu pico em 2005. Onde o desespero antes foi tão avassalador em tantas comunidades e países, a esperança tem sido renovada.

Com relação à prevenção da infecção por HIV, no mundo todo, novas infecções por HIV tiveram redução de quase 19% desde o início do Pepfar. Entre 2009 e 2011, novas infecções por HIV entre crianças, ainda um componente importante da epidemia em muitos países do sul da África e em outras regiões do mundo em desenvolvimento, caíram em 24% em âmbito global, em comparação a uma queda de 23% nos seis anos anteriores. Não apenas o progresso está acontecendo, mas em ritmo cada vez mais acelerado.

Segundo relatório do Instituto de Medicina de 2003, "o Pepfar teve um papel transformador com sua contribuição à resposta global ao HIV". Em setembro de 2012, o Pepfar estava financiando diretamente a terapia antirretroviral de 5,1 milhões de pessoas – aumento de mais de três vezes somente nos últimos quatro anos. Somente em 2012, o Pepfar chegou a mais de 750 mil grávidas portadoras do HIV com medicamentos antirretrovirais para prevenir a transmissão de mãe para filho, possibilitando que estimados 230 mil bebês nascessem sem HIV.

Um fator-chave desse progresso é o desenvolvimento e a implementação de um programa combinado de prevenção. Do mesmo modo que ficou claro que múltiplos medicamentos para HIV, quando usados em conjunto, controlam com mais eficácia a replicação do vírus no corpo, ficou comprovado que múltiplas intervenções de prevenção, quando implementadas juntas, podem reduzir com mais eficácia novas infecções por HIV. Essa evolução na prevenção da infecção por HIV aconteceu graças às inovações científicas e implementações práticas.

Avanços científicos históricos, junto com lições aprendidas em uma década de programas implementados pelo Pepfar, produziram as ferramentas, o conhecimento e a experiência necessários para alcançar uma geração sem Aids.

Estatísticas recentes mostram que a promessa de uma geração sem Aids está de fato ao nosso alcance. Muito mais países do que anteriormente registrado estão alcançando, ou ultrapassando, o ponto de reversão previsto pelos programas de combate à epidemia de HIV – o ponto em que o aumento anual de pacientes adultos recebendo tratamento supera o número anual de novas infecções por HIV em adultos. A obtenção desse ponto de reversão é uma das principais indicações de que um país está no caminho de alcançar uma geração sem Aids – e quanto mais países alcançarem essa meta, mais próximos estaremos de pôr um fim à pandemia de HIV/Aids.

Embora o Pepfar seja o maior e mais bem-sucedido programa de assistência externa à saúde na história, está claro que os Estados Unidos não podem ficar sozinhos nessa empreitada. Outros parceiros, inclusive o Fundo Global de Combate à Aids, Tuberculose e Malária, organizações multilaterais, o setor privado, a sociedade civil e países anfitriões precisam todos dividir essa responsabilidade. Na segunda década do Pepfar, os países com alto ônus da doença do HIV precisam assumir um papel mais relevante no enfrentamento das necessidades de saúde de seu próprio povo construindo sistemas de saúde fortes e sustentáveis.

O Pepfar representa o melhor dos Estados Unidos – a generosidade e a compaixão extraordinárias do povo americano. Por meio do Pepfar, os Estados Unidos estão ajudando a salvar as vidas de milhões de pessoas em todo o globo.

O texto acima é uma adaptação de um editorial escrito pelo embaixador Eric Goosby e o dr. Anthony Fauci em comemoração ao 10º aniversário do Pepfar. Eric Goosby é coordenador americano das atividades globais de combate à Aids e chefe do Escritório de Diplomacia da Saúde Global do Departamento de Estado. O médico Anthony Fauci é diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas nos Institutos Nacionais de Saúde.

BOX: PARCERIA EM AÇÃO

Lançada em 2010, a Iniciativa Parceria em Educação Médica do Pepfar (Mepi) fortaleceu a capacidade dos países de se responsabilizarem por seus programas relativos ao HIV/Aids através do apoio à educação médica e à pesquisa em 12 instituições na África Subsaariana.

Com ênfase na relevância local dos programas de treinamento e educação, a Mepi opera com o intuito de fortalecer o número de agentes de saúde treinados, reter esses agentes de saúde em áreas que necessitam mais de seu trabalho e apoiar a pesquisa que seja relevante à região. A Pepfar planeja investir um total de US$ 130 milhões nos próximos cinco anos no programa através de subvenções concedidas diretamente a instituições africanas.