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Folhetos

Dia de Ação de Graças: um feriado favorito dos americanos

13 de novembro de 2012
Capa de folheto mostrando uma cornucópia decorativa

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Feriados nos EUA

O dia de Ação de Graças nos Estados Unidos é um tempo para se reunir com a família e amigos, compartilhar uma refeição tradicional e expressar gratidão pelas coisas boas da vida. Também pode ser um tempo para servir a outros na comunidade.

Comemorado na quarta quinta-feira de novembro, o feriado americano de Ação de Graças tem suas origens em festivais de colheita. Era costume expressar gratidão por uma colheita abundante nas culturas tanto dos colonos ingleses – os chamados peregrinos – que partiram da Inglaterra em 1620, como na dos nativos americanos que eles lá encontraram.

Uma celebração da colheita de três dias realizada em 1621 na colônia de Plymouth, no que hoje é Massachusetts, é geralmente considerada o primeiro dia Ação de Graças americano. Os peregrinos haviam chegado um ano antes no navio Mayflower. Eles tinham pouca comida e era tarde demais para plantar. Metade da colônia morreu durante o inverno de 1620-1621. Na primavera, os índios wampanoags locais ensinaram os colonos como cultivar milho e outras culturas nativas. Eles ajudaram os colonos a dominar a caça e a pesca e mostrou-lhes como cozinhar amoras, milho e abóboras.

Os colonos tiveram colheitas abundantes no outono de 1621. Eles convidaram os seus benfeitores wampanoags para festejar com eles com perus selvagens, patos, gansos, peixes e frutos do mar, milho, vegetais verdes e frutas secas. O chefe wampanoag Massasoit e sua tribo trouxeram carne de veado.

Festivais de colheita, eventualmente, tornaram-se um evento regular na Nova Inglaterra. O dia de Ação de Graças foi observado em várias datas nos estados até 1863, quando o presidente Abraham Lincoln proclamou a última quinta-feira de novembro como o feriado nacional de Ação de Graças. Em 1941, o presidente Franklin Roosevelt assinou uma lei fixando o dia de Ação de Graças na quarta quinta-feira de novembro.

Muitas tradições do dia de Ação de Graças são uma recordação daquela celebração da colheita de 1621. Feixes de trigo ou milho são muitas vezes usados como decoração. Os alimentos consumidos na primeira festa ainda são servidos no jantar de Ação de Graças: peru assado, molho de amora, batata-doce e torta de abóbora. Mas, conforme a população dos EUA se torna mais diversificada, o mesmo ocorre com a refeição de Ação de Graças. Hoje em dia, ao lado do peru de Ação de Graças, pode-se ter um prato de tamales, salada de tabule, cuscuz ou chucrute.

Uma refeição de Ação de Graças é servida para as tropas americanas estacionadas no exterior. Quando os americanos em casa sentam-se à mesa e dão graças, muitas vezes expressam gratidão pela sua liberdade e pelos sacrifícios feitos para preservá-la.

Muitas pessoas se voluntariam para preparar e servir refeições de Ação de Graças para os necessitados. Outros doam para campanhas de alimentos, trabalham em armazéns de alimentos ou entregam mantimentos para cozinhas comunitárias, igrejas e outros grupos de caridade.

As famílias podem assistir ao desfile da loja de departamento Macy’s em Nova York ou às partidas de futebol americano jogadas por todo o país. O dia de Ação de Graças marca o início da temporada de compras de Natal.

Uma prática moderna bem-humorada é o “perdão” anual de um peru pelo presidente dos EUA, poupando assim o pássaro de acabar na mesa de jantar. A ave passa a viver feliz em um zoológico.

A amigável celebração da colheita de 1621 foi seguida por uma relação longa e dolorosa entre nativos americanos e colonos europeus. Muitos nativos americanos nos Estados Unidos veem o dia de Ação de Graças como um “dia de luto nacional”.

No entanto, outros desfrutam de uma refeição tradicional de Ação de Graças em casa ou em grandes reuniões comunitárias com a família e amigos. A história e a cultura dos nativos americanos são frequentemente discutidas em escolas perto do feriado de Ação de Graças e durante o mês de novembro, designado como Mês Nacional da Herança dos Índios Americanos e dos Nativos do Alasca.

Hoje, existem três comunidades principais de wampanoags em Massachusetts. Dois grupos são tribos reconhecidas pelo governo federal. De acordo com o Museu Nacional do Índio Americano, em Washington, o povo wampanoag vive dentro de suas terras ancestrais e se sustentam, em grande parte, como seus ancestrais, pela caça, pesca, cultivo e coleta. Muitos artistas wampanoags praticam as artes da cestaria, escultura em madeira, cerâmica e outras.