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Folhetos

Dia da Independência

22 de junho de 2011
Capa do folheto mostra menino lendo sobre um marco histórico

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Feriados dos EUA

Comemoração do Dia da Independência dos EUA

Os fundadores dos Estados Unidos sabiam que a independência era alguma coisa para ser comemorada. E, apesar de as comemorações do Dia da Independência dos EUA terem evoluído com o passar do tempo, as festividades do 4 de Julho continuam a ser parte importante da vida americana.

Porém, o Dia da Independência não deveria ser 4 de julho.

No segundo trimestre de 1775, após mais de uma década de agitações contra as políticas britânicas e as primeiras batalhas da Guerra da Independência, as 13 colônias americanas enviaram representantes ao primeiro Congresso Continental na Filadélfia. Após muitos debates sobre romper os laços com a Grã-Bretanha, os representantes votaram por unanimidade pela independência em 2 de julho de 1776.

No dia seguinte, em carta à esposa, o representante de Massachusetts, John Adams, disse que a data “deveria ser solenizada com pompa e circunstância, com espetáculos, jogos, esportes, canhões, sinos, fogueiras e iluminações, de uma ponta à outra do continente, de agora para todo o sempre”.

Diversos representantes do Congresso Continental tiveram receio de que um voto pela independência não seria suficiente: eles quiseram explicar sua decisão ao mundo. Assim, dois dias após seu voto importante, o Congresso Continental aprovou a Declaração de Independência e enviou cópias para todo o incipiente país. Na declaração constava a data de 4 de julho, que a nova nação adotou como Dia da Independência.

Adams estava certo sobre as maneiras pelas quais os americanos a comemorariam. Embora a nova nação tenha tido de lutar para tornar realidade a independência, o 4 de Julho foi rapidamente marcado por desfiles, concertos, jantares e fogos de artifício. A comemoração de 1777 na Filadélfia incluiu música de uma banda de soldados de Hesse — mercenários que lutaram pela Grã-Bretanha e que haviam sido feitos prisioneiros no inverno anterior.

Os desfiles para comemorar o Dia da Independência começaram como exibições militares, mas rapidamente se tornaram assuntos democráticos. O desfile de 1788 na Filadélfia teve mais de um quilômetro de comprimento, com carros alegóricos puxados por cavalos e trabalhadores de todos os tipos marchando vestidos a caráter.

As comemorações ruidosas se acalmam

As maneiras pelas quais os americanos marcam o 4 de Julho se acalmaram, de acordo com James Heintze, bibliotecário aposentado da Universidade Americana e historiador do Dia da Independência. Durante a maior parte do século 19, diz ele, foi uma “época ruidosa, estridente”, e o barulho era considerado demonstração de patriotismo — seja dos meninos com fogos de artifício, dos mineiros com dinamite ou das cidades com salvas de artilharia durante toda a tarde.

Um aspecto importante do feriado durante o século 19 era um discurso patriótico feito por um cidadão de destaque, às vezes durando até duas horas. “Esse era o tipo de evento de mídia da época”, explica Heintze.

O Dia da Independência era também usado pelos americanos para expressar pontos de vista políticos discordantes. Nos anos que antecederam a Guerra Civil Americana, líderes do movimento antiescravagista organizaram eventos — basicamente em 5 de julho — para lembrar às pessoas que, para os afro-americanos, a promessa de liberdade da Revolução não havia sido cumprida. E, desde o início da Guerra Civil, os sulistas americanos deixaram de comemorar o 4 de Julho por lealdade à Confederação Sulista. As comemorações do 4 de Julho só voltaram a alguns lugares do Sul depois de mais de 35 anos, diz Heintze.

Atualmente, a maioria dos cidadãos comemora quase da mesma maneira dos americanos do século 18, com desfiles, piqueniques, festas de bairros, concertos ao ar livre, eventos esportivos e exibições de fogos de artifício. Os escritórios do governo e muitas empresas ficam fechados, e basicamente os trabalhadores têm um feriado pago.

O 4 de Julho também continua a ser um dia de compromisso com o país, como o fizeram os signatários da Declaração em 1776, quando prometeram “nossas vidas, nossas fortunas e nossa honra sagrada” para garantir a independência americana. Em muitas cidades e locais históricos, milhares de imigrantes prestam juramento de fidelidade e se tornam cidadãos dos EUA no Dia da Independência.