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Em Poucas Palavras

Restrições de tráfego nas olimpíadas da China reduziram emissões de carbono

26 de julho de 2012

Mapa da China com gráfico mostrando reduções das emissões (UCAR)

Um novo estudo financiado pela Nasa sobre os impactos das restrições de tráfego na China para as Olimpíadas de Verão de 2008 em Pequim mostra como grandes mudanças nos padrões de transporte poderão reduzir a ameaça das mudanças climáticas.

Um novo estudo financiado pela Nasa sobre os impactos das restrições de tráfego na China para as Olimpíadas de Verão de 2008 em Pequim mostra como grandes mudanças nos padrões de transporte poderão reduzir a ameaça das mudanças climáticas.

Uma nova pesquisa feita por uma equipe internacional de cientistas indica que as restrições da China impostas a veículos automotores visando a melhoria do ar durante os jogos tiveram o benefício adicional de reduzir dramaticamente as emissões de dióxido de carbono em até entre 24 mil e 96 mil toneladas métricas.

Os autores observam que esta redução conseguida por uma única cidade representa mais de um quarto de 1% do corte de emissões necessário no mundo, de modo contínuo, para evitar que o planeta aqueça mais de cerca de 2oC até o fim deste século. Esta é a quantidade de aquecimento geralmente considerada causadora de grandes impactos sociais.

Embora cientistas saibam há muito tempo que a redução do tráfego leva a redução de emissões de dióxido de carbono, é difícil calcular uma estimativa precisa para uma determinada área urbana. “As Olimpíadas de Pequim nos permitiram medir o que acontece quando as pessoas dirigem muito menos, e isso acaba fazendo uma diferença enorme no nosso clima”, garante a cientista do Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica (NCAR) Helen Worden, autora principal. “As pessoas podem pensar que sua opção de transporte para o trabalho não faça diferença, seja de carro ou de bicicleta. Mas em grande escala, faz muita diferença”.

O estudo foi publicado na Geophysical Research Letters (Cartas da Pesquisa Geofísica), uma publicação da União Americana de Geofísica. Foi elaborado conjuntamente por pesquisadores da Universidade de Iowa, cidade de Iowa; da Universidade de Tsinghua em Pequim; do Laboratório Nacional de Argonne, Lemont, Illinois; e do Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa em Pasadena, Califórnia.

Para maiores informações sobre a pesquisa, leia o comunicado de imprensa da Nasa (em inglês).