DCSIMG
Skip Global Navigation to Main Content
Galeria de fotos

A vida e o legado de Martin Luther King Jr.

22 de janeiro de 2013

Martin Luther King Jr. dedicou sua vida à luta não violenta pela igualdade racial e pela justiça social nos Estados Unidos. No 25º aniversário do Dia de Martin Luther King nos Estados Unidos, os americanos honram a vida e o legado de King por meio de serviços e ações.

INTRODUCTION
Photo: AP 601009015
Alt: Martin Luther King Jr., preso em Atlanta, e uma mulher protestando pelos direitos civis no dia 9 de outubro de 1960 (AP Images)

Honrando Martin Luther King Jr.

Martin Luther King Jr. dedicou sua vida à luta não violenta pela igualdade racial nos Estados Unidos. O dia 17 de janeiro de 2011 marcou o 25º aniversário do Dia de Martin Luther King (consulte o site do Dia de Serviço de MLK), um feriado federal que honra o legado de King e desafia os cidadãos a prestarem serviços voluntários em suas comunidades. Ele ocorre na terceira segunda-feira de janeiro.

Veja também: Proclamação presidencial sobre o feriado de Martin Luther King Jr.

PANEL 1
Photo: AP 560109021
Alt: Policial branco colocando placa que diz “SALA DE ESPERA APENAS PARA PESSOAS BRANCAS” próximo à estação ferroviária em Jackson, Mississippi, em 1956 (AP Images)

Início da jornada

Nascido em 15 de janeiro de 1929 em uma família com longa tradição de formar ministros batistas, King cresceu em Atlanta na época em que as leis de Jim Crow faziam da segregação e da discriminação uma realidade diária para as pessoas negras do sul do país.

King estudou na Faculdade Morehouse em Atlanta, onde passou a ver a religião como um poderoso catalisador de mudanças sociais. Ele concluiu seu doutorado na Escola de Teologia da Universidade de Boston antes de voltar ao sul, onde atuou como pastor na Igreja Batista Dexter Avenue em Montgomery, Alabama.

Hoje, o local de nascimento de King em Atlanta é registrado como Patrimônio histórico nacional no Serviço Nacional de Parques.

Veja também: “Americanos celebram conquistas de Martin Luther King Jr.

PANEL 2
Photo: AP 080603046634
Alt: Interior de ônibus com pessoas brancas sentadas na frente e pessoas negras no fundo, Atlanta, 1956 (AP Images)

Luta pelos direitos civis na década de 1950

King ajudou a organizar o boicote aos ônibus de Montgomery, uma campanha que durou um ano e teve início quando a costureira Rosa Parks foi presa após ter se recusado a ceder seu assento no ônibus a um passageiro branco. Após a Suprema Corte ter revogado as leis de segregação em ônibus do Alabama, King participou da fundação da Conferência da Liderança Cristã do Sul e promoveu a ação não violenta em prol dos direitos civis no sul do país. Ele foi influenciado pelos ensinamentos de Mahatma Gandhi e viajou para a Índia em 1959.

Veja também: “O movimento pelos direitos civis nos EUA” (galeria de fotos)

PANEL 3
http://photos.america.gov/galleries/amgov/14900/following_mlk/mlk8.jpg (AP 650325028)
Alt: Martin Luther King Jr. e Coretta Scott King andam de braços dados com outros participantes de uma marcha em 1965 (AP Images)

Uma figura icônica dos anos 1960

Juntando-se a seu pai como pastor da Igreja Batista Ebenezer em Atlanta, King continuou a usar seus dons de oratória para exigir o fim da segregação e da desigualdade jurídica. Ao longo dos anos 1960, ele foi preso durante protestos não violentos no Alabama, na Flórida e na Geórgia. King liderou a marcha de 54 milhas (87 km) de Selma a Montgomery pelo direito ao voto (imagem) e muitos outros protestos.

Enquanto estava preso em 1963, King escreveu a Carta de uma prisão em Birmingham, delineando a base moral e filosófica do movimento pelos direitos humanos. Naquele mês de agosto, ele fez seu famoso discurso “Eu tenho um sonho” para mais de 200 mil pessoas reunidas no National Mall em Washington.

Ouça um trecho do discurso “Eu tenho um sonho” | Transcrição

PANEL 4
Photo: AP 640702077
Alt: Presidente Johnson entregando a Martin Luther King Jr. a caneta usada para assinar a Lei dos Direitos Civis de 1964 (AP Images)

Vitórias dos direitos civis

Em 1964, o presidente Lyndon Johnson assinou a histórica Lei dos Direitos Civis, que baniu a discriminação no trabalho, em acomodações públicas e em outros aspectos da vida. King participou da cerimônia que transformou a lei em lei federal (imagem). Ele continuou pressionando para que houvesse uma lei que garantisse que o direito ao voto não fosse negado a pessoas negras por meio de práticas discriminatórias como testes de alfabetização e, em 1965, Johnson assinou a Lei do Direito ao Voto.

King recebeu o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços em 1964 (mais informações no site do Prêmio Nobel), que ele aceitou em nome de todas as pessoas que desempenharam algum papel no movimento pelos direitos civis.

PANEL 5
Photo: AP 6804101514
Alt: Coretta Scott King e outras pessoas caminham atrás da charrete que leva o caixão de Martin Luther King Jr. (AP Images)

Vida após assassinato

No dia 4 de abril de 1968, King foi assassinado na varanda externa do quarto do hotel onde estava em Memphis, Tennessee. Em seu funeral, milhares de pessoas marcharam em luto através de Atlanta, seguindo a charrete que levava seu caixão.

Em um ensaio publicado postumamente intitulado “Um Testamento de Esperança”, King instou a população negra americana a dar continuidade a seu compromisso com a não violência, mas alertou também ao fato de que “a justiça para as pessoas negras não pode ser alcançada sem mudanças radicais na estrutura de nossa sociedade”. Diversas organizações e pessoas adotaram o mantra da mudança sem violência e deram continuidade ao legado de King nos Estados Unidos e no mundo inteiro.

Veja também: “Sonho de Martin Luther King está vivo 40 anos após sua morte

PANEL 6
Photo: URL: http://photos.america.gov/galleries/amgov/14900/following_mlk/mlk1.jpg
Alt: Martin Luther King Jr. ajoelha-se para orar com outros participantes de marcha pelos direitos civis após serem presos em Selma, Alabama (AP Images)

O legado de King: protesto sem violência

Em 1959, em um pronunciamento no rádio durante sua visita à Índia, King disse: “Hoje, não temos mais escolha entre violência e não violência; trata-se de não violência ou não existência”. Sua filosofia foi inspirada pelas ações não violentas de Gandhi com o objetivo de encerrar o colonialismo britânico na Índia. Por sua vez, King inspirou inúmeras outras pessoas a mudarem suas sociedades por meios não violentos, desde o movimento Solidariedade contra a ocupação soviética na Polônia, até a luta de Nelson Mandela pelo fim do apartheid na África do Sul.

Veja a galeria de fotos “Protestos não violentos: seguindo os passos de Martin Luther King Jr.

Panel 7
Photo: AP 6308280897
Alt: Martin Luther King Jr. faz o discurso “Eu tenho um sonho” a participantes de marcha no National Mall em 28 de agosto de 1963 (AP Images)

O legado de King: luta contra o preconceito

Em 1963, durante a Marcha a Washington, King declarou que todas as pessoas deveriam ser julgadas “não pela cor de sua pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”. O King Center em Atlanta (site do King Center) é um memorial vivo à visão de King de um mundo livre e igualitário dedicado a expandir oportunidades, lutar contra o racismo e acabar com todas as formas de discriminação.

PANEL 8
Photo: AP 6207221166
Alt: Martin Luther King faz discurso em uma igreja em Albany, Geórgia, sobre as lutas jurídicas em favor da integração, em 22 de julho de 1962 (AP Images)

O legado de King: em busca da justiça social

O Instituto de Pesquisa e Educação Martin Luther King Jr. da Universidade de Stanford (site do instituto) abriga o King Papers Project, uma abrangente coleção de todos os discursos, correspondências e outros escritos de King para preservar seu compromisso vitalício de criar uma “comunidade amada” para futuras gerações. O instituto está envolvido também na iniciativa Liberation Curriculum e na Comunidade Gandhi-King, ambas utilizando a vida e as ideias de King para conectar ativistas sociais do mundo inteiro e promover os direitos humanos e a justiça por meios não violentos.

Veja também: “Enfim livres: o movimento pelos direitos civis nos EUA

PANEL 9
Photo: AP 070115015714
Alt: Voluntários embalam kits de emergência para a Cruz Vermelha no Dia de Martin Luther King em 2007 na Filadélfia (AP Images)

O legado de King: trabalho pelos outros

O Dia de Martin Luther King é designado como o dia nacional do serviço (site United We Serve) desde 1994. Os americanos são instados a celebrarem “um dia de ação, não um dia de descanso” para honrar o compromisso de King de melhorar a vida de outras pessoas. O presidente Obama promoveu o serviço e o voluntariado como maneiras fundamentais de superar os desafios com que nosso mundo se depara no século 21.

Veja também: “Americanos são instados a fazer trabalho voluntário no Dia de Martin Luther King

PANEL 10
Photo: AP 101201145600
Alt: Escultura do novo memorial a Martin Luther King Jr. no National Mall, cercada por andaimes (AP Images)

Mantendo o sonho vivo

Um memorial nacional a King está programado para ser dedicado em agosto de 2011 no National Mall em Washington. Construído próximo ao Lincoln Memorial, onde King fez seu discurso “Eu tenho um sonho” em 1963, o MLK Memorial convidará milhares de visitantes a refletirem sobre a vida e o legado de King pelos próximos anos.