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Galeria de fotos

Os ameríndios e os cavalos

09 de novembro de 2011

Esta galeria de fotos oferece uma pincelada de uma exposição no Museu Nacional do Índio Americano em Washington, que ilustra a relação duradoura entre as tribos ameríndias e os cavalos ao longo dos últimos cinco séculos.

Intro Panel
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Credit: Museu Nacional do Índio Americano
Alt tag: Máscara de cavalo decorada com contas (Museu Nacional do Índio Americano)

A Song for the Horse Nationtítulo em inglês de uma exposição no Museu Nacional do Índio Americano em Washington — ilustra a relação duradoura entre tribos indígenas americanas e os cavalos nos últimos cinco séculos. Muitos povos indígenas dos Estados Unidos chamavam os cavalos de “a nação dos cavalos”, assim prestando homenagem ao estatuto dos animais durante o século 19, quando os cavalos transformaram as viagens, a caça, as guerras, as cerimônias e a vida familiar.

Esta máscara lakota decorada com contas foi feita na reserva Pine Ridge em Dakota do Sul por volta de 1904. A máscara foi colocada na cabeça do cavalo do cacique da tribo para um desfile de 4 de julho.

Máscara Lakota original de cavalo feita de contas, ca. 1904
Pine Reserva Ridge, Dakota do Sul
Contas de semente, couro e tendões
Museu Nacional do Índio Americano

Panel 1

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Credit: Museu Nacional do Índio Americano
Alt tag: Fotografia de pônei de guerra dos índios crow pintados com símbolos tribais (Brady Willette/pony painting by Kennard Real Bird/NMAI collection)

O cavalo, que se tornou extinto na América do Norte, foi reintroduzido por Cristóvão Colombo. Os povos nativos começaram a criar uma relação próxima com os animais, e no final dos anos 1700, praticamente toda tribo no oeste dos Estados Unidos montava a cavalo. Os nomes dos ameríndios que incluíam a palavra “cavalo”, como Cavalo Louco (Crazy Horse) ou Cavalo Americano (American Horse), significavam força de caráter.

Na foto, vemos um pônei de guerra crow pintado com símbolos tribais. A foto foi tirada por Brady Willette e o pônei foi pintado por Kennard Real Bird.

Pônei de guerra crow – 1
Fotografia de Brady Willette
Pintura do pônei por Kennard Real Bird (crow)
Museu Nacional do Índio Americano

Panel 2

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Credit: Museu Nacional do Índio Americano
Alt tag: Tipi pintado com figuras de cavalos e pessoas (Museu Nacional do Índio Americano)

Este tipi Lakota pintado com figuras de cavalos cumprimenta os visitantes ao entrarem na exposição A Song for the Horse Nation. A música, os cantos, os sinos de sela tintilando e tambores gravados durante um desfile na feira anual crow no sudeste de Montana proporcionam uma trilha sonora evocativa.

Lakota tipi, ca. 1890–1910
Dakota do Sul
Pintura em musselina
Museu Nacional do Índio Americano

Panel 3

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Credit: Museu Nacional do Índio Americano
Alt tag: Camisa de couro, pintada com figuras de cavalos e pessoas, e decorada com contas, espinhos de porco-espinho, mechas de cabelo humano e crina de cavalo (Museu Nacional do Índio Americano)

Camisas elaboradas usadas por guerreiros das planícies, líderes espirituais e diplomatas. Esta camisa de couro é da tribo cheyenne, de aproximadamente 1865. É decorada com contas, figuras de cavalos e pessoas, espinhos de porco-espinho e mechas de cabelo humano e crina de cavalo. Inclui a figura de um guerreiro portando uma lança montado em um cavalo amarelo, que provavelmente representa o dono da camisa. A imagem revela que uma linha em ziguezague — simbolizando o relâmpago — pintada no cavalo para lhe conferir poder na batalha.

Camisa tsitsistas/suhtai do Norte (cheyenne), ca. 1865
Coletadas entre 1855 e 1861 no Forte Laramie, Wyoming, por Thomas S. Twiss (1802-1871), agente indígena dos EUA do alto rio Platte
Couro, espinhos de porco-espinho, contas de vidro, mechas de cabelo humano, mechas da crina de cavalo, tendões, seiva/goma/tinta extraídas das árvores
Museu Nacional do Índio Americano

Panel 4

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Credit: Museu Nacional do Índio Americano
Alt tag: Tambor de couro cru e madeira, com a figura pintada de guerreiro portando uma lança (Museu Nacional do Índio Americano)

Muitas tribos utilizavam tambores para dar ritmo e ambiente a seus cantos, danças e orações. Um tambor muitas vezes servia como um meio para a arte, como este tambor modelo Lakota, de aproximadamente 1860. Retrata um guerreiro, pronto para a batalha, com uma lança na mão e montado em um pônei pinto cuja cauda está atada a uma tira de lã vermelha. O exterior do tambor é pintado de vermelho, uma cor muitas vezes usada para objetos sagrados ou importantes.

Tambor original pintado modelo Lakota, ca. 1860s
Dakota do Sul ou Dakota do Norte
Pigmento, couro cru, madeira, pano de lã e tendões
Museu Nacional do Índio Americano

Panel 5

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Credit: Museu Nacional do Índio Americano
Alt tag: Túnica de couro de alce pintada com numerosas figuras de tipis, cavalos e pessoas, assim como cenas de batalha. (Museu Nacional do Índio Americano)

Povos indígenas incorporavam os cavalos em sua vida cultural e espiritual, e em suas obras de arte. Esta túnica blackfeet de couro de alce está pintada com imagens de tipis, cavalos e pessoas, assim como cenas de batalha. A túnica retrata os blackfeet enfrentando dois inimigos diferentes: outras tribos e ursos. Esta obra foi pintada em meados dos anos 1800 por Mountain Chief.

Túnica piikuni (blackfeet) de couro de alce com decoração pintada
Obra de Mountain Chief, em meados dos anos 1800, Montana
Pigmento e couro
Museu Nacional do Índio Americano

Panel 6

Photo: G:\Press\FEATURES group\PHOTOS\Horse Exhibit\red fringed regalia.jpg
Credit: Museu Nacional do Índio Americano
Alt tag: Garupa de cavalo com contas vermelhas e franja (Museu Nacional do Índio Americano)

Os cavalos, bem como os pilotos, muitas vezes usavam trajes elaborados. Esta garupa do cavalo crow, em torno de 1885, exibe um trabalho feito com contas em abstrações geométricas e florais. As garupas são usadas ​​para prevenir que a sela escorregue para a frente. Na extremidade mais larga desta garupa há uma tira que seria colocada sob a cauda do cavalo; a extremidade mais estreita seria amarrada à sela. Os painéis decorados com contas eram colocados sobre a garupa do animal. As abas redondas estão rodeadas de pequenos cones lata que tintilam quando o cavalo se move.

Garupa de cavalo apsáalooke (crow), ca. 1885
Montana
Contas de semente, tecidos de lã, cones de estanho, couro, couro cru,
fita e fio de algodão
Museu Nacional do Índio Americano

Panel 7
Photo: G:\Press\FEATURES group\PHOTOS\Horse Exhibit\horse figure.jpg
Credit: Museu Nacional do Índio Americano
Alt tag: Longa vara de madeira com cabeça de cavalo esculpida (Museu Nacional do Índio Americano)

A maioria dos guerreiros que tiveram sucesso tinham laços especiais com seus cavalos favoritos, e muitas vezes um guerreiro criava uma escultura em madeira com o semblante do animal.

Este bastão utilizado em danças e elaborado por No Two Horns, um indígena pertencente à tribo lakota de Teton, em torno de 1890, retrata um cavalo querido. Os triângulos vermelhos representam as seis feridas do cavalo. Embora ferido, o cavalo levou seu dono à vitória. A pena de águia e a rédea de prata sugerem a importância do cavalo. A réplica do couro cabeludo pode render homenagem ao cavalo ou servir de testemunho às façanhas dos No Two Horns.

Dance stick created by No Two Horns (Teton Lakota), ca. 1890
North Dakota
Penas de águia,metal, pano de lã, pigmento e couro para arreio
Museu Nacional do Índio Americano

Panel 8

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Credit: Courtesy photo
Alt tag: Elaborada máscara de contas e colar de contas para cavalo (Cortesia de Randall e Teresa Willis)

Muito da arte contemporânea ameríndia está focada no cavalo, como esta máscara elaborada de contas, prata, couro e crina de cavalo feita pela artista Vanessa Jennings, uma kiowa de Oklahoma. Jennings é uma célebre artesã de vestimentas cerimoniais das tribos kiowa, apache e pima do rio Gila, que também desenha roupas, confecciona berços portáteis e elabora objetos decorados com contas. Ela é ganhadora do National Heritage Fellowship, a mais alta condecoração dos EUA para as artes folclóricas e tradicionais.

Máscara e colar kiowa para cavalo, 2010
Oklahoma
Obra de Vanessa Jennings (kiowa, nascida em 1952)
Contas de vidro cortado, prata, roupas de lã vermelhas e pretas, sinos de bronze, couro e crina de cavalo tingida de vermelho
Cortesia de Randall e Teresa Willis

Os visitantes que vêm para Washington terão mais de um ano para ver esta exposição, que abriu suas portas em 29 de outubro e não fechará até 7 de janeiro de 2013. Para obter mais informações sobre a exposição, visite o site do NMAI (em inglês).

[As legendas desta galeria de fotos são adaptações do texto extraído do catálogo da exposição A Song for the Horse Nation: Horses in Native American Culture. Museu de Arte, editado por George P. Horse Capture e Emil Her Many Horses]

(Produzido pelo Bureau de Programas de Informações Internacionais do Departamento de Estado dos EUA. Site: http://iipdigital.usembassy.gov/iipdigital-pt/index.html)