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Áudio

As mídias sociais e os cidadãos jornalistas

09 de junho de 2011


Narrador:

Este é o Departamento de Estado dos EUA

(música entra suavemente)

Narrador:

As mídias sociais criaram uma nova era de mídias democráticas. No passado, grandes organizações como emissoras de rádio, estações de televisão, jornais e revistas eram as únicas fontes de notícias para a população em massa. Hoje em dia, a Internet permite à maioria das pessoas acesso imediato à informação, e inclusive permite que contribuam para o jornalismo mundial. Comentários em blogs, áudios em podcasts, plataformas de mídias sociais e outras ferramentas baseadas na tecnologia dos meios de comunicação favoreceram a mobilização e a participação cidadã nos eventos que afetam a sociedade.

(música se desvanece)

A Internet permite que os indivíduos assumam o controle de suas palavras como nunca antes. Serviços como Google, Yahoo! e outros oferecem aos consumidores as ferramentas para organizar a informação de acordo com suas próprias preferências. O acesso individual às notícias já não é determinado por instituições poderosas com a autoridade ou capacidade financeira para dominar a distribuição. Agora as pessoas não só controlam o que veem, mas quando e onde o veem. Os dispositivos de mídia pessoal tais como telefones móveis e iPods permitem a mobilidade e a mudança temporal de informação. E o que talvez seja o mais importante, a tecnologia de redes permite que todo indivíduo tenha acesso ao resto da Web, criando a expressão mais potente das novas mídias: a participação em um mundo onde todos fazem parte da história e todos têm influência.

O aumento das novas mídias transformou o relacionamento entre as instituições tradicionais e o público, particularmente no jornalismo. Recentemente a secretária de Estado dos EUA Hillary Rodham Clinton pronunciou um discurso importante sobre a liberdade na Internet.

Secretária Clinton:

A Internet se tornou o espaço público do século 21: a praça da cidade global, a sala de aula, o mercado, a cafeteria, a discoteca. Todos formamos e somos formados pelo que ocorre nesse espaço, os 2 bilhões e mais. E isso apresenta um desafio. Para manter uma Internet que propicie os maiores benefícios possíveis ao mundo, precisamos ter uma conversa séria sobre os princípios que nos guiarão, que regras existem e não devem existir e porque, quais comportamentos devem ser encorajados ou desencorajados e como.

Narrador:

O novo ambiente das novas mídias é um processo evolutivo de baixo para cima onde existe pouca supervisão ou fluxo de trabalho formal. O resultado de todas essas conversas distribuídas simultaneamente é conhecida como a “blogosfera”.

Os blogueiros se consideram jornalistas on-line que conectam indivíduos e suas ideias por todo o mundo. Muitos jornalistas tradicionais consideram a participação dos cidadãos e em particular os blogueiros como interessados em si mesmos, amadores não qualificados que não seguem as normas profissionais de verificar os fatos, escrever de maneira imparcial, manter o equilíbrio e a objetividade. Por outro lado, muitos blogueiros consideram as mídias tradicionais arrogantes, um clube exclusivo que coloca sua própria versão de interesses próprios e sobrevivência econômica acima da responsabilidade social de uma imprensa livre.

A maioria dos blogs têm pelo menos três coisas em comum. Normalmente são compostos de ensaios curtos muitas vezes com hiperlinks que levam a outras páginas da Web. Também são assunto para conversa: eles permitem que os leitores escrevam seus comentários e façam referências a outros blogueiros para ampliar o diálogo. Além disso, os blogs podem incorporar uma nova medida de transparência para à cobertura de notícias. Eles têm sido particularmente úteis ao reportar notícias de última hora e atualizações em situações que se desenvolvem rapidamente como em casos de desastres naturais e agitações políticas. Por exemplo, após o terremoto devastador no Haiti em janeiro de 2010, os resgatadores puderam descobrir lugares onde havia sobreviventes enterrados sob edifícios derrubados.

A ampla disponibilidade de informação e o aumento dos comentários em blogs forçaram a profissão jornalística a tratar de questões difíceis em um momento crucial de sua história. O debate sobre o futuro do jornalismo se centra em questões que incluem o controle e o lucro. Como resultado do surgimento das mídias sociais, as organizações de notícias estão se redefinindo ao se ajustarem à essas forças perturbadoras. Algumas estão rompendo as barreiras tradicionais e incorporando o público no processo de dar forma a seus produtos impressos ou on-line. Outras tentam manter a visibilidade e a rentabilidade econômica transferindo seus produtos à Web.

Uma das maiores críticas aos blogs é que carecem de disciplina e responsabilidade, particularmente quanto a verificação dos fatos. Muitos blogueiros não são jornalistas profissionais formados. No entanto, a própria Internet atua como um mecanismo de edição. No mercado das ideias, a informação incorreta é normalmente encontrada e desafiada, e as reputações aumentam ou diminuem de acordo com a qualidade do blog.

Os blogs estão sendo usados para manter os leitores informados sobre que matérias um jornal está cobrindo, e para dar feedback às organizações que publicam. Esses relacionamentos em ambas as direções fazem com que os leitores tenham mais confiança na qualidade e relevância da reportagem. O resultado é notícia mais interativa.

De certo modo, a blogosfera é como um ecossistema de informação no qual os cidadãos contam uns com os outros para reportarem, distribuírem e corrigirem uma matéria enquanto ela se desenvolve, sem restrições de prazos de entrega ou horários de distribuição. As notícias se tornam uma entidade orgânica, que não pertence a ninguém a não ser ao público.

Narrador:

Este podcast foi produzido pelo Bureau de Programas de Informações Internacionais do Departamento de Estado dos EUA. Links para outros sites da Internet ou opiniões expressadas não devem ser considerados como endosso de outros conteúdos ou opiniões.

(Produzido pelo Bureau de Programas de Informações Internacionais do Departamento de Estado dos EUA. Site: http://iipdigital.usembassy.gov/iipdigital-pt/index.html)