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Artigos

Educação é essencial para vida próspera

Por Kathryn McConnell | Redatora | 12 de agosto de 2013
Menina sentada usando fone de ouvido levanta a mão direita (USAID)

Aluna de escola fundamental no Turcomenistão aprende com a ajuda de uma ferramenta de ensino de áudio

Washington — Dados sobre o aprendizado de alunos coletados por trabalhadores de ajuda humanitária em países parceiros estão ajudando os Estados Unidos a elaborar estratégias locais eficazes para ensinar 100 milhões de crianças a ler até 2015, diz o chefe da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional.

“Ao invés de medir nosso sucesso pelo número de crianças na escola ou pelo número de professores que treinamos, estamos medindo o número de crianças que podem ler quando deixam a escola”, disse o administrador da USAID, Rajiv Shah, a 700 especialistas em educação e parceiros de desenvolvimento em 1º de agosto, o primeiro dos dois dias da Cúpula de Educação Global, da USAID, em Washington.

Shah disse que com menos de mil dias da data definida pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODMs) a USAID quer ter as melhores indicações que puder para ajudar a definir sua abordagem de educação para cada país parceiro. O segundo dos oito ODMs, ou ODM2, é alcançar a educação universal, enquanto o ODM3 é promover a igualdade de gênero. Os ODMs foram acordados pelos líderes de 189 chefes de governo nas Nações Unidas em 2000.

A USAID apresentou sua abordagem geral para a educação em uma estratégia publicada em 2011 que inclui um foco no aumento do acesso à educação para 15 milhões de alunos que moram em áreas de crise e conflito, disse Shah.

Com base na estratégia, a USAID até agora reviu seus programas de educação na Nigéria, no Sudão do Sul e na República Democrática do Congo. As análises ajudaram a agência a desenvolver estratégias personalizadas para cada país, disse Shah.

Por exemplo, a análise na República Democrática do Congo mostrou que uma das maiores barreiras à educação no país são as taxas escolares. Como o governo não tem como pagar os professores, disse Shah, espera-se que os pais “arquem com o ônus”, o que mantém muitas crianças fora da escola todos os anos.

A partir dessa análise, disse Shad, a USAID começou a trabalhar com o governo para encontrar um novo modelo, “para que o ensino fundamental se torne um direito, não um privilégio, para todas as crianças”.

Em outro exemplo, Shah comentou que a equipe da USAID no Sudão do Sul elaborou um plano de educação para 500 mil crianças. “Colocar as crianças, as meninas em especial, na escola rapidamente é um sinal de que a paz e a estabilidade podem rapidamente resultar em mudanças”, disse.

Desde que a estratégia geral foi apresentada, mais de 30 escritórios da USAID no mundo elaboraram novos projetos para aperfeiçoar o aprendizado, disse Shah.

Na cúpula, Arne Duncan, secretário de Educação dos Estados Unidos, destacou o valor da educação para as sociedades. “A educação é a nova moeda pela qual as nações se mantêm competitivas e crescem”, disse Duncan.

Ele observou que cada série de escola concluída aumentará a renda em 10% a 20% para as meninas e 5% a 15% para os meninos.

Além disso, segundo ele, uma mãe que consegue ler pode proteger melhor seus filhos de doenças crônicas, e uma criança nascida de uma mãe alfabetizada tem 50% mais de chance de sobreviver depois dos 5 anos.

Duncan observou que a tecnologia é uma ferramenta importante para aumentar o acesso à igualdade na educação. Em todo o mundo, disse, “a área de rápida evolução da tecnologia da educação, de computação em nuvem a dispositivos pessoais de aprendizado a recursos educacionais abertos, (…) tem um enorme potencial para transformar a educação”.

“Um mundo mais instruído é um mundo mais próspero”, disse Duncan.

A estratégia de educação da USAID (PDF, 600KB) está disponível no site da agência.

Três estudantes aglomeram-se em torno de um outro segurando um telefone celular e uma caneta (USAID)

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