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Chegou a hora de África, diz autoridade de Comércio dos EUA

Por MacKenzie C. Babb | Redatora | 22 de junho de 2012
Close-up de Florizelle Liser (Dept. Estado)

Representante adjunta de Comércio dos EUA para África, Florizelle Liser.

Washington – A África tornou-se a próxima fronteira económica, graças ao extraordinário crescimento recente, a novas reformas e a melhor governação por todo o continente, segundo a representante adjunta de Comércio para África, Florizelle Liser.

“Com os tipos de taxas de crescimento que vemos, as reformas que ocorreram em muitos países da África Subsariana, as… reformas na área dos negócios a que procederam, a liderança que estamos a ver agora no continente e os progressos a nível da democracia [e] menos conflitos, reconhecemos que chegou a hora de África”, disse Liser num testemunho perante o Subcomité de Negócios Estrangeiros para África, Questões Globais e Direitos Humanos da Câmara dos Representantes.

“Como muitas das economias em crescimento mais rápido no mundo com consumidores da classe média a aumentarem rapidamente no continente, [a África] tem tido um crescimento económico significativo nos últimos anos”, afirmou ela, acrescentando que os retornos sobre os investimentos em África “raramente descem abaixo de 10%, representando uma das maiores taxas de retorno no mundo”.

Liser disse durante o seu testemunho a 17 de abril que companhias de todo o mundo que querem crescer “precisam absolutamente de ter uma estratégia africana” a desenvolver.

Segundo Liser, a Lei para o Crescimento e a Oportunidade de África (Agoa) encontra-se no centro do trabalho do governo dos EUA com a África.

“A Agoa definiu a nossa relação comercial com o continente e tem sido responsável pela expansão e diversificação das exportações africanas para os Estados Unidos” desde que foi promulgada pelo então presidente Bill Clinton em maio de 2000, disse ela.

O programa fundamental de desenvolvimento, concebido com o objetivo de promover laços comerciais e de investimento entre os EUA e a África Subsariana, concede preferências comerciais aos 40 países africanos participantes através da eliminação de quase todas as tarifas sobre as suas exportações. Também acaba com muitas barreiras comerciais e aduaneiras numa tentativa geral de ajudar a estimular o crescimento económico, incentivar a integração económica e ajudar a integrar a África Subsariana na economia mundial.

A Agoa ajudou muitos países africanos a aumentarem e diversificarem as suas exportações, elevando as importações dos EUA da região a US$ 74.2 mil milhões em 2011, mais 14% que no ano anterior. Este crescimento foi causado sobretudo por aumentos nas exportações de combustíveis minerais, metais preciosos e pedras preciosas, veículos e produtos de cacau.

As exportações dos EUA para a região triplicaram passando de menos de US$ 7 mil milhões em 2001 para mais de US$ 21 mil milhões em 2011, segundo o Departamento de Comércio dos EUA. Este crescimento deveu-se a aumentos nas exportações de máquinas, viaturas, combustíveis minerais, cereais e aeronaves.

“A Agoa tem sido positiva não só para África, mas também o tem sido para as empresas americanas”, disse Liser. “Estamos a obter mais uma gama de produtos que vêm de lá para cá e mais uma gama de produtos que vão dos EUA para vários países africanos também “, acrescentou.

A Agoa será fundamental para o apoio a este crescimento e esta diversificação crescentes, disse Liser. O fórum anual Agoa 2012 será realizado em Washington a 14-15 de junho e incidirá em como melhorar as infraestruturas de África para facilitar e aumentar o comércio e o desenvolvimento. Reunirá mais de 600 participantes, incluindo altos funcionários dos governos americano e africano, membros do setor privado e representantes da sociedade civil.