Washington — A urgência do problema das doenças não transmissíveis como causa de enfermidades e mortes no mundo todo ganhou mais crédito em 16 de maio com a divulgação das estatísticas mais recentes sobre a saúde mundial pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra.
Segundo o relatório da OMS, a hipertensão atinge um em cada três adultos no mundo, aumentando o risco de doenças cardíacas e derrames. Um em cada dez adultos tem diabetes, que pode resultar em doença cardiovascular, cegueira e insuficiência renal caso não seja tratada.
O relatório de 2012 é resultado do primeiro levantamento feito pela OMS com adultos em 194 países sobre esses dois problemas de saúde e reflete o aumento da preocupação internacional com os perigos das doenças não transmissíveis.
“Este relatório é mais uma evidência do aumento drástico dos problemas de saúde que desencadeiam as doenças cardíacas e outras enfermidades crônicas, em particular em países de renda baixa e média”, disse a médica Margaret Chan, diretora-geral da OMS, em comunicado à imprensa de 16 de maio.
As doenças não transmissíveis causam quase dois terços das mortes mundiais. Reconhecendo esse grande problema de saúde pública, a Assembleia Geral das Nações Unidas realizou uma sessão especial voltada para o assunto em setembro de 2011. A Assembleia Mundial da Saúde, convenção anual das nações-membros da OMS, será realizada de 21 a 26 de maio em Genebra para avaliar os progressos feitos desde a última sessão.
Os EUA estão trabalhando para melhorar a saúde mundial por meio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID), que conduz muitos dos programas americanos destinados a melhorar os sistemas de saúde, a educação e as qualificações no mundo em desenvolvimento. A USAID participa de esforços bilaterais e regionais para melhorar a saúde em cerca de 80 nações.
O governo Obama lançou a Iniciativa de Saúde Global em 2009 para intensificar a participação dos EUA na melhoria da saúde. A colaboração com países, a ampliação de soluções comprovadas e a criação de sistemas de saúde sólidos para fomentar melhorias sustentáveis estão entre as metas da iniciativa.
O relatório Estatísticas da Saúde Mundial 2012 também informa que a obesidade duplicou entre 1980 e 2008, constatando que 12% da população é obesa.
A avaliação também constatou melhoras consideráveis em algumas áreas:
• A taxa anual de mortalidade materna caiu quase 50% desde 1990.
• Mais crianças estão sobrevivendo depois dos 5 anos, com as mortes infantis tendo caído de 10 milhões em 2000 para 7,6 milhões em 2010.
