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Artigos

Wolin incita a melhorias no Togo

Por Phillip Kurata | Redator | 11 de maio de 2012
Fotografia do secretário adjunto do Tesouro, Neal Wolin (Departamento do Tesouro)

Secretário adjunto do Tesouro, Neal Wolin

Washington – O secretário adjunto do Tesouro dos EUA, Neal Wolin, disse aos legisladores no Togo, país da África Ocidental, que melhorias nas infraestruturas, na agricultura e no clima de negócios no país beneficiariam o Togo e os seus vizinhos.

Num discurso na Assembleia Nacional do Togo a 9 de maio, Wolin afirmou que melhores estradas e sistemas de irrigação, eletricidade a um preço mais acessível e acesso mais generalizado à tecnologia da informação são elementos necessários para uma base forte de crescimento económico. “Também reafirmo o nosso compromisso de trabalhar convosco e outros vizinhos subsarianos, bilateralmente e através de canais multilaterais, para alcançar o crescimento económico sustentável”, disse ele.

Ele destacou a central elétrica Contour Global de 100 megawatts, o maior investimento em eletricidade na história do Togo, como “um importante passo em frente” no crescimento económico do Togo porque a central elétrica aumentou extraordinariamente a disponibilidade de eletricidade. O Togo está a vender uma parte da eletricidade aos países vizinhos, trazendo mais retorno ao seu investimento e contribuindo para a economia regional, disse Wolin.

Em relação aos transportes, Wolin afirmou que são necessárias mais e melhores estradas, em especial para os agricultores que enfrentam dificuldades para levar os seus produtos para o mercado, uma situação que impede o setor agrícola do Togo de se expandir.

Falando das necessidades dos agricultores no Togo e nos países vizinhos, Wolin afirmou que há falta de sementes de qualidade e fertilizante, crédito e seguros e sistemas de irrigação e sem isto o Togo e os seus vizinhos não conseguem uma segurança alimentar duradoura nem reduzir a pobreza.

Wolin disse que os Estados Unidos tomaram a dianteira há vários anos criando o Programa Mundial de Alimentação e Segurança Alimentar, que está a fazer investimentos no Togo, na Libéria e na Serra Leoa, entre outros, para os ajudar a aumentar a sua capacidade agrícola.

O secretário adjunto do Tesouro observou que o porto de Lomé está a adquirir um terminal de contentores no valor de US$ 450 milhões, o que o tornará o único porto na África Ocidental de ancoragem e descarga de grandes navios porta-contentores. Ele explicou que um melhor sistema rodoviário que ligue o Togo aos seus vizinhos sem litoral, Mali, Níger e Burkina Faso, ajudará o Togo a tornar-se um centro regional de comércio.

Deve ser introduzido o setor privado para que o Togo aproveite o seu potencial de crescimento e desenvolvimento e a ação do governo é fundamental para um clima de investimento vibrante, segundo Wolin.

“Quer seja a avaliar o cumprimento de contratos, os pedidos de alvará ou os obstáculos ao comércio transfronteiriço, o que realmente importa é se o governo está a desempenhar um papel de facilitador da economia ou se está a criar entraves desnecessários”, disse.

Wolin elogiou a aprovação de um código de investimento no Togo este ano como sendo um passo para melhorar o clima para negócios com o estrangeiro. Declarou que o código contém cláusulas importantes para os investidores estrangeiros tais como tratamento igual para investidores togoleses e estrangeiros, transferência livre de capital, respeito pela propriedade, proteção contra a expropriação e normas para resolver diferendos sobre investimentos.

Ele explicou que os investidores estrangeiros estarão de olho na transparência e na consistência quanto à forma como o governo togolês e a burocracia aplicam as novas regras. “Se o Togo implementar reformas como as do novo código de investimento regularmente e com firmeza, pode provar aos investidores que há boas oportunidades de negócio aqui à espera delas”, explicou Wolin.

O secretário adjunto do Tesouro recomendou que o Togo reduza o papel do governo em setores essenciais da economia como a banca, depósitos de fosfato, algodão e telecomunicações para que os investidores privados possam vir com novo capital, competências e ideias para os desenvolver.