Washington – Na Serra Leoa o óleo de palma é um ingrediente essencial para cozinhar.
O país consome 40 mil toneladas de óleo por ano e a maior parte foi extraída tradicionalmente do fruto da palmeira utilizando método ineficazes, com mão de obra intensiva, segundo alguns peritos nessa área.
Durante uma década de guerra civil que terminou em 2002, as fábricas de processamento de óleo de palma da Serra Leoa foram danificadas ou destruídas.
Conheçam Joe-Lahai Sormana. Nascido na Serra Leoa, Sormana quando era adolescente mudou-se para os Estados Unidos com a sua família. Prosseguiu os estudos e acabou por obter um doutoramento em engenharia química no Instituto de Tecnologia da Georgia em Atlanta.
Mas Sormana queria criar empregos e contribuir para a economia do país em que nasceu. Criou a Palm Fruit Processing Company Ltd.
A companhia de Sormana ganhou uma subvenção num concurso de planos de negócios patrocinado pela Companhia Western Union e pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID). Sormana usou o dinheiro para comprar uma fábrica moderna e terreno para a mesma na Serra Leoa.
No início de 2011, a sua companhia começou a produzir óleo de palma.
“O nosso óleo terá benefícios para a saúde pois é limpo e tem um nível baixo de gordura saturada”, explicou Sormana. Ele consegue vender o óleo a preços razoáveis devido à eficiência da fábrica. Acredita que a estratégia de fixação de preços da companhia e a qualidade do produto lhe dão uma vantagem competitiva.
A vitória no concurso de plano de negócios é mais do que apenas dinheiro para investir no negócio, disse ele; “valida o nosso modelo de negócio e o seu valor”.

