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Artigos

Empresária africana pede autoajuda para criação de empresas

Por Kathryn McConnell | Redatora | 16 de maio de 2012
Mulher de pé à frente de um pequeno grupo de pessoas sentadas nas carteiras (Cortesia de Omowale Ogunrinde)

Omowale Ogunrinde conversa com estudantes acerca de empreendedorismo.

Este artigo faz parte de uma série sobre empresários de origem africana.

Washington – “O que o meu país, a Nigéria, precisa é de criar o seu próprio Silicon Valley (Vale do Silício), encorajando a criação de empresas e de pequenas empresas a fim de desenvolver a economia do país. O meu país tem dependido dos outros durante demasiado tempo”, declarou a empresária Omowale Ogunrinde.

Ogunrinde é diretora executiva da Fundação para o Desenvolvimento de Aptidões, um centro de formação profissional, com 9 anos, situado em Lagos.

Ela disse que uma forma de ajudar a resolver alguns dos problemas do país – como o rápido crescimento populacional e o desemprego elevado – é dando formação profissional em áreas como catering, desenho de moda, carpintaria, eletrónica, cabeleireiro, maquilhagem, aplicações de computador e reparações elétricas. A fundação abrangeu cerca de 4 mil adultos desempregados, jovens e pessoas portadoras de deficiência.

“Por toda a Nigéria a pobreza salta à vista. Enquanto não tivermos a certeza de que todos conseguem ter pelo menos uma refeição por dia, ninguém é livre. Ninguém”, disse Ogunrinde.

Com as competências que adquiriram, mais de metade dos formandos da fundação iniciaram os seus próprios negócios e tornaram-se empregadores.

Uma aluna criou Fresh Dew Foods em Lagos, com mais de 35 empregados. Outra abriu duas lojas de moda em Port Harcourt. Os que não iniciaram um negócio conseguiram bons empregos e melhoraram a sua situação financeira.

“Compreendemos que aulas práticas, modernas, devem ser dadas juntamente com competências empresariais”, explicou Ogunrinde, uma antiga bancária que possui um mestrado em administração de empresas.

“Cada pessoa que passa pela nossa escola faz parte do desenvolvimento económico e da melhoria do nosso país. Estamos a causar mudanças todos os dias, com cada indivíduo”, comentou Candida Brush, uma professora especializada em empreendedorismo feminino em Babson College em Wellesley, Massachusetts.

Recentemente, a fundação iniciou um novo projeto para mulheres que possuem pequenas e médias empresas. Desde que começou, o grupo formou cerca de 4 mil pessoas.

Um outro projeto chamado Smart Kids transfere o material didático excedente e usado de lares para alunos em escolas públicas. “Esta é uma forma excelente de melhorar a educação e os conhecimentos”, disse Brush. “Pôr os jovens alunos em contacto com ideias empresariais quando são mais novos pode criar interesse e motivação para tentarem resolver alguns problemas sociais através de novos empreendimentos”.