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Panetta visita América do Sul para expandir laços em Defesa

Por Cheryl Pellerin | American Forces Press Service | 24 de abril de 2012
Leon Panetta, enfrentando o vento, com jaqueta com insígnia militar (AP Images)

O secretário de Defesa, Leon Panetta, em visita recente a uma base militar dos EUA

Este artigo foi postado originalmente em 23 de abril no site do Departamento de Defesa.

Washington — Durante sua primeira visita à América do Sul como secretário de Defesa, iniciada hoje, Leon E. Panetta terá reuniões durante esta semana com autoridades militares na Colômbia, no Brasil e no Chile, informou o secretário de imprensa do Pentágono, George Little.

O secretário “está procurando expandir a cooperação em defesa e segurança com três países importantes na região e, cada vez mais, no mundo”, acrescentou Little.

Panetta viajará para Bogotá, na Colômbia, Brasília e Rio de Janeiro, no Brasil, e Santiago, no Chile.

Essa viagem ocorre após uma visita no final de março do general do Exército Martin E. Dempsey, chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, ao Comando Sul dos EUA em Miami, Flórida, e, em seguida ao Brasil e à Colômbia. No Brasil, Dempsey encontrou-se com o ministro da Defesa, Celso Amorim, e com chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, general José Carlos de Nardi, em Brasília e, em Bogotá, com o ministro da Defesa colombiano, Juan Carlos Pinzón Bueno, e com o general Alejandro Navas, comandante das Forças Armadas da Colômbia. Para Panetta, uma rodada de discussões na América do Sul estará focada na parceria com Brasil, Chile e Colômbia para capacitar os militares a auxiliar autoridades civis em países centro-americanos como Guatemala, El Salvador e Belize, contou uma alta autoridade do Departamento de Defesa aos jornalistas em entrevista não oficial na sexta-feira.

“Os desafios que esses países enfrentam são muito grandes em comparação com sua capacidade de lidar com eles”, afirmou, acrescentando que Brasil, Chile e Colômbia já contribuem de maneira significativa para a construção de capacidade de parceria.

A Colômbia, por exemplo, oferece assistência em capacitação em 16 países dentro e fora da região, inclusive na África.

Militares colombianos treinaram mais de duas dezenas de pilotos de helicóptero mexicanos e agora estão treinando a polícia em Honduras e na Guatemala. O país também fornece assistência em áreas não referentes à defesa, como reforma do Judiciário, disse a autoridade.

Também na região, após o terremoto e o tsunami de janeiro de 2010 no Haiti, milhares de militares brasileiros e americanos trabalharam lado a lado para fornecer ajuda emergencial aos haitianos. Foi a maior operação combinada das Forças Armadas brasileiras e americanas desde que lutaram juntas como aliadas na Segunda Guerra Mundial.

“Poderíamos ter sido mais eficientes no Haiti se tivéssemos montado o sistema juntos com antecedência para dar suporte mais eficaz às autoridades civis no trabalho de defesa”, disse a autoridade.

“Mediante a colaboração com os três países”, acrescentou, “os Estados Unidos podem chegar a detalhes sobre qual país conduzirá determinadas iniciativas e que tipos de iniciativa e, assim, juntos podemos garantir que o investimento que estamos fazendo (...) seja o mais eficiente e eficaz possível”.

Na reunião de 9 de abril em Washington, o presidente Barack Obama e a presidente Dilma Rousseff criaram o Diálogo de Cooperação em Defesa Brasil-EUA e anunciaram que Panetta e Amorim teriam a primeira reunião esta semana no Brasil.

O Diálogo de Cooperação em Defesa ajudará a incrementar a cooperação entre o Departamento de Defesa e o Ministério da Defesa do Brasil e entre as Forças Armadas dos dois países, declarou a Casa Branca em comunicado.

Visando além do Continente Americano, o Departamento de Defesa conta com a Colômbia e o Brasil, que já têm laços próximos com a África e atualmente prestam assistência lá, para ajudar o Comando da África a manter a paz e realizar outras iniciativas naquele continente.

“A África tipifica a situação em que estamos, onde os Estados Unidos têm capacidade limitada para ajudar a construir capacidades de parceria”, disse a autoridade do Departamento de Defesa.

“O Brasil e a Colômbia (...) estão assumindo suas responsabilidades. Vamos colaborar com eles, estabelecer o diálogo entre suas Forças Armadas e o Comando da África (Africom), pois estamos incentivando a ajuda mútua de forma cooperativa e fundamentada”, acrescentou.

Panetta também está tentando ampliar a gama de colaborações em defesa, incluindo esforços militares tradicionais como treinamento, intercâmbios e exercícios conjuntos.

“É claro que ainda temos muito a conversar para continuar a apoiar os colombianos em seus esforços contra as Farc [Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, grupo narcoterrorista], conversando sobre o combate aos narcóticos”, disse a autoridade.

Panetta também discutirá novos desafios, como segurança na internet e apoio na área da defesa para autoridades civis, que oferecem oportunidades para colaboração.

Em 2014, o Brasil sediará a Copa do Mundo da Fédération Internationale de Football Association (Fifa), no Rio de Janeiro, e dois anos mais tarde a cidade abrigará os Jogos Olímpicos de 2016.

“Os Estados Unidos sabem como fornecer apoio de defesa a autoridades civis e agentes da lei e como se preparar para os tipos de desafios que esses eventos esportivos internacionais podem atrair”, afirmou, “portanto, vamos compartilhar conhecimentos especializados e dialogar sobre o que ajudará na preparação desses países”.

Ele acrescentou: “No contexto dos recursos limitados dos Estados Unidos para defesa (...) temos a oportunidade de fazer parceria com outras nações para que se tornem exportadoras de segurança.”

O secretário de Defesa, segundo Little, vê o Brasil, o Chile e a Colômbia “como atores cada vez mais importantes no cenário regional e também em termos de seus papéis de liderança em âmbito internacional”.

Todos eles avançaram em termos econômicos, militares e políticos durante os últimos anos, acrescentou.

“Esses três países estão em ascensão em muitas áreas, e é hora de aumentar a nossa cooperação, já intensa, com todos os três”, disse Little.

Biografias:

Biografias:
Leon E. Panetta (em inglês)

Sites relacionados:
Relatório especial: Viagens com Panetta (em inglês)