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Artigos

Jovem cientista homenageado por inovações em dados de satélite

Por Lauren Monsen | Staff Writer | 28 de março de 2012
Jovem com paletó e gravata, com escritório ao fundo (Cortesia: Jianglong Zhang/Noaa)

O cientista Jianglong Zhang, nascido na China, receberá o Prêmio David S. Johnson da Noaa, que homenageia jovens cientistas pelo uso inovador de dados ambientais por satélites

Washington — Jianglong Zhang, meteorologista e cientista atmosférico premiado, será homenageado em 30 março pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (Noaa), consolidando sua posição de um dos mais condecorados jovens cientistas nos Estados Unidos.

A Noaa, braço do Departamento de Comércio dos EUA, está concedendo a Zhang o Prêmio David S. Johnson, que reconhece jovens cientistas pelo uso inovador de dados ambientais por satélites. Concedido pela primeira vez em 1999, o prêmio recebeu o nome do primeiro administrador adjunto do Serviço de Satélite e Informações da Noaa e homenageia cientistas profissionais que criam novos usos para dados observacionais de satélite visando o aperfeiçoamento da previsão das condições atmosféricas, oceânicas e terrestres.

Zhang, nascido na China central e professor assistente de Ciências Atmosféricas na Universidade de Dakota do Norte, foi citado pelo desenvolvimento de novas técnicas que utilizam medições por satélite para prever possíveis implicações climáticas causadas por partículas de aerossol na atmosfera.

Em entrevista em 9 de março a Elizabeth Howell na Escola de Pós-Graduação da Universidade de Dakota do Norte, Zhang descreveu como os aerossóis afetam a formação de nuvens e influenciam as mudanças climáticas.

“As mudanças climáticas são um assunto bem conhecido do público”, disse ele. “Porém, muitos podem não estar conscientes de que o sistema climático é complexo, com vários fatores que interagem entre si. O efeito dos aerossóis é um dos fatores mas importantes e menos entendidos.”

Ao tornar as nuvens mais brilhantes, fazendo com que reflitam mais luz solar de volta para o espaço, o aumento das concentrações de aerossóis “pode resultar em menos luz solar alcançando a Terra”, reduzindo assim as temperaturas na superfície, afirmou Zhang.

Há claros benefícios ambientais na redução de aerossóis na atmosfera, acrescentou.

No século 19 e começo do século 20, por exemplo, o carvão era amplamente usado para aquecimento no inverno em Londres. “Grandes quantidades de fumaça eram geradas com a queima de carvão”, disse Zhang. “A combinação de partículas de fumaça, aerossóis de sulfato e outros compostos gasosos com as condições meteorológicas locais formava um fenômeno histórico famoso, chamado ‘fog londrino’. Até o ‘grande smog’ de 1952, que matou mais de 4 mil pessoas, os londrinos não haviam se dado conta da seriedade do problema. Uma lei do ar limpo foi aprovada em 1956.”

Segundo Zhang, os aerossóis são “diferentes dos gases de efeito estufa”. “As altas variações espaciais e temporais das propriedades dos aerossóis tornam os estudos e as pesquisas sobre os aerossóis e o clima tarefas muito interessantes, ainda que muito difíceis.”

Além de estabelecer novos usos para os dados ambientais por satélites, Zhang liderou o desenvolvimento do primeiro sistema operacional de assimilação de aerossóis, que está sendo usado pelo Centro de Previsão Numérica de Meteorologia e Oceanografia da Frota da Marinha dos EUA.

Em 2009, Zhang recebeu o Prêmio Presidencial para Cientistas e Engenheiros em Início de Carreira como um dos cem melhores jovens cientistas dos EUA. Obteve seu doutorado em Ciências Atmosféricas e seu mestrado em Ciências da Computação pela Universidade do Alabama em Huntsville, em 2004, e seu bacharelado em Física Atmosférica pela Universidade de Pequim em 1992.

O prêmio Noaa “destaca o trabalho exemplar que está sendo realizado com dados de satélite por jovens cientistas como Jianglong Zhang”, beneficiando diretamente a sociedade, afirmou Mary Kicza, administradora adjunta do Serviço de Satélite e Informações da Noaa. “Estamos entusiasmados com o trabalho que ele já realizou e com tudo mais que virá pela frente.”

Para mais informações sobre o Prêmio Presidencial para Cientistas e Engenheiros em Início de Carreira visite o site da Casa Branca.