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Artigos

Missão internacional Cassini revela tempestade em Saturno

25 Julho 2011
Vista de Saturno do espaço (NASA/JPL-Caltech/SSI)

Uma tempestade gigantesca desloca-se através da atmosfera no hemisfério norte de Saturno e circunda o planeta neste modo de exibição de cores verdadeiras da sonda Cassini da Nasa.

Washington — A missão científica de colaboração internacional Cassini-Huygens continua a fazer novas descobertas estimulantes e a ampliar o conhecimento global sobre Saturno.

A sonda Cassini capturou os primeiros detalhes de perto de uma tempestade de Saturno com uma área oito vezes maior do que a superfície da Terra. Imagens da sonda mostram a tempestade envolvendo todo o planeta, cobrindo aproximadamente 4 bilhões de quilômetros quadrados.

A missão, lançada em 1997, é um esforço internacional de cooperação entre a Nasa dos Estados Unidos, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana (ASI). Cerca de 260 cientistas de 17 países esperam ganhar uma melhor compreensão sobre Saturno através da missão.

As recentes descobertas vêm de observações de uma tempestade cerca de 500 vezes maior do que a maior tempestade em Saturno vista anteriormente. Os dados da tempestade aparecem em um artigo publicado em 7 de julho na revista Nature.

“Essa tempestade é emocionante porque mostra como as estações em mudança e a iluminação solar podem mexer drasticamente com o tempo em Saturno”, disse Georg Fischer, autor principal do estudo e cientista da Academia Austríaca de Ciências, em Graz. “Temos observado tempestades em Saturno há quase sete anos; portanto, acompanhar uma tempestade tão diferente das outras fez com que ficássemos na beirada de nossos assentos”.

Desde que entrou a órbita do planeta, a sonda detectou 10 tempestades com raios. Em seu ápice, a nova tempestade gerou até 10 relâmpagos por segundo.

“Saturno não é como a Terra e Júpiter, onde as tempestades são bastante frequentes”, disse Andrew Ingersoll, um dos autores do estudo e membro da equipe Cassini no Instituto de Tecnologia da Califórnia em Pasadena, Califórnia. “O tempo em Saturno parece que uiva placidamente por anos e depois entra violentamente em erupção. Estou animado por termos visto uma tempestade tão espetacular durante a nossa observação”.

Novos detalhes da tempestade complementam perturbações atmosféricas recentemente descritas por cientistas que utilizam ferramentas de medição da luz da sonda Cassini e o grande telescópio do Observatório Europeu do Sul no Chile.

Desde o seu lançamento, Cassini tem gerado um fluxo constante de descobertas científicas, incluindo uma nuvem de vapor de água e partículas orgânicas ejetada no espaço pela Enceladus, uma das luas de Saturno; a melhor prova até agora de um reservatório de água salgada em larga escala sob uma camada de gelo de Enceladus; e características de outra lua, Titã, cujas semelhanças com a Terra a tornam particularmente interessante para os cientistas.

Cassini-Huygens completou a sua missão inicial de quatro anos para explorar o sistema de Saturno em 2008 e sua primeira missão estendida em 2010. A sonda está agora em uma segunda missão estendida chamada de Missão Solstício da Cassini, que está prevista para durar até setembro de 2017.

(Produzido pelo Bureau de Programas de Informações Internacionais do Departamento de Estado dos EUA. Site: http://iipdigital.usembassy.gov/iipdigital-pt/index.html)