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Artigos

EUA avançam rumo a um mundo sem armas nucleares

Por MacKenzie C. Babb | Redator | 12 Maio 2011

Washington — O governo Obama empregou “recursos financeiros, políticos e técnicos sem precedentes para evitar a proliferação” e está avançando rumo a um mundo sem armas nucleares, disse a subsecretária de Estado para Controle de Armas e Assuntos de Segurança Internacional, Ellen Tauscher.

“Conseguimos implementar o acordo Novo Start, adotamos uma análise de postura nuclear que estimula a não proliferação e reduz o papel das armas nucleares na nossa política de segurança nacional, e ajudamos na obtenção de consenso sobre um plano de ação na Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear de 2010”, disse Ellen Tauscher em 10 de maio na reunião anual da Associação de Controle de Armas, em Washington.

Outros esforços do governo incluem convocação da bem-sucedida Cúpula sobre Segurança Nacional de 2010, em Washington, ajudando a proteger e realocar materiais nucleares vulneráveis e aumentar as sanções multilaterais eficazes contra o Irã e a Coreia do Norte por atividade nuclear ilegal, acrescentou ela.

Ellen Tauscher elogiou em particular a entrada em vigor em fevereiro do tratado Novo Start, acordo EUA-Rússia que reduzirá os arsenais nucleares das duas nações aos níveis mais baixos em mais de meio século.

Tom Collina, diretor de pesquisa da Associação de Controle de Armas, disse que o tratado traz benefícios para o mundo todo, inclusive criando um “movimento global para que outras nações parem de fabricar armas nucleares”, diminuindo assim a ameaça internacional de terrorismo nuclear.

Para reduzir ainda mais essa ameaça, disse a subsecretária, o governo Obama está se preparando para os próximos passos na redução dessas armas, inclusive “reduções de armas estratégicas, não estratégicas e não mobilizadas”.

O tratado Novo Start “abriu a porta” para a aprovação do Tratado de Proibição Total de Testes Nucleares (CTBT), em apoio do qual, segundo Ellen Tauscher, os Estados Unidos desempenharam papel de liderança. A subsecretária afirmou que o tratado internacional, que proíbe explosões nucleares em todos os ambientes para fins militares ou civis, reforçará a segurança dos EUA.

Os Estados Unidos assinaram o tratado, mas o Senado americano ainda não o ratificou. Ellen Tauscher informou que o governo Obama está se preparando para engajar o Senado e o público americano em uma campanha informativa que, espera-se, leve à ratificação. A subsecretária declarou que os Estados Unidos não precisam mais realizar testes nucleares explosivos.

Os Estados Unidos têm cumprido uma moratória dos testes nucleares desde 1992, e as autoridades americanas disseram que o país não tem planos de reiniciar esses testes. Por 15 anos, os secretários de Defesa e de Energia e os diretores dos laboratórios de armas nucleares certificaram que o arsenal dos EUA é “seguro, protegido e eficaz”, acrescentou.

“Todos esses anos nós afirmamos que não precisamos mais realizar testes nucleares explosivos”, disse ela.

Ela explicou ainda que o tratado, se entrar em vigor, “obrigará outros Estados a não fazer testes e desestimulará os países” que continuam a fazê-los.

A comunidade global tem “forte sistema de fiscalização” para descobrir os que tentarem fraudar o tratado, e estará preparada para aplicar “multas significativas” a esses países, inclusive sanções internacionais, continuou.

Com relação ao futuro, Ellen Tauscher disse que a ratificação do tratado poderá ajudar a fortalecer a cooperação internacional, a aumentar a influência dos EUA na comunidade internacional para pressionar regimes desafiadores que se engajam em atividade nuclear ilegal e a permitir que os EUA tenham mais credibilidade quando incentivarem outros países a buscar metas de não proliferação.

(Seções do site "IIP Digital" Produzido pelo Bureau de Programas de Informações Internacionais do Departamento de Estado dos EUA. Site: http://iipdigital.usembassy.gov/iipdigital-pt/index.html)